Aborto – CID 10: O02.1

O aborto é definido como a perda do bebê antes da 20ª semana de gestação (cerca de quatro meses) ou com menos de 500g de peso. Se for devido a causas naturais é classificado como espontâneo e quando motivado por fatores externos é chamado de aborto induzido. Entre os fatores que influenciam e favorecem a ocorrência de abortamento podemos considerar: As infecções maternas como toxoplasmose, sífilis, clamídia, estreptococo e outros agentes; Defeitos anatômicos do útero ou problemas como miomas submucosos, fatores endócrinos (como doenças da tireóide e diabetes) também tem sido implicados; Desnutrição e outras doenças maternas são consideradas de importância nos abortamentos espontâneos. Agentes tóxicos como radiação, drogas contra o câncer, gases anestésicos, álcool e nicotina têm-se mostrado tóxicos para o embrião. Trauma direto intenso, como acidente automobilístico também pode resultar em abortamento; Anomalias cromossômicas ? a alteração no número dos cromossomos ocorre durante a formação dos gametas devido a falhas casuais nas divisões celulares. Além da idade materna não existe nenhuma causa conhecida para que isso ocorra.

Não é contagioso.

Sempre que existe uma suspeita ou ameaça de aborto o médico solicita um exame de ultra-som que pode ajudar a definir entre as seguintes situações clínicas: a- Aborto evitável (ou ameaça de aborto): sangramento vaginal antes de 20 semanas de gestação, com ou sem contrações uterinas, sem dilatação do colo e sem perda do embrião, que mantém vivo e normal. b- Aborto inevitável: sangramento vaginal antes de 20 semanas, com dilatação cervical (do colo do útero), sendo completo quando ocorre a eliminação de todo o embrião e incompleto quando a eliminação deste é parcial. c- Aborto retido: o embrião ou feto morre dentro do útero, porém não ocorreu eliminação parcial ou total. d- Gestação anembrionada: o saco gestacional está presente, mas o embrião não se desenvolveu.

Veja também

Sangramento vaginal e cólica abdominal ou dor nas costas, dilatação do colo do útero, desaparecimento dos sintomas e sinais comuns da gravidez, teste de gravidez negativo ou aumento inadequado do beta-hcg plasmático.

No abortamento evitável são realizados através de repouso relativo da mãe, medicamentos que aliviam as cólicas e avaliação evolutiva através do exame físico, exames de laboratório e do ultra-som. Quando o abortamento é inevitável a mulher deve ser internada no hospital para realização de uma curetagem uterina ou aspiração dos restos ovulares para evitar os riscos de hemorragia e infecção.

Consiste em tratamento e controle de distúrbios maternos, como hipertensão ou diabetes, além de proteção das gestantes contra fatores de risco ambientais e exposição a doenças infecciosas. O exame cromossômico do material de aborto é recomendável nos casos em que há recorrência.

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