Amebíase – CID 10: A06

Infecção causada por protozoário que se apresenta em duas formas: cisto e trofozoito. Esse parasito pode atuar como comensal ou provocar a invasão de tecidos, originando as formas intestinais e extra-intestinal da doença. O quadro clinico varia de uma forma branda, caracterizada por desconforto abdominal leve ou moderado, com sangue e/ou muco nas dejeções, ate uma diarréia aguda e fulminante, de caráter sanguinolento ou mucoide, acompanhada de febre e calafrios. Podem ou não ocorrer períodos de remissão. Em casos graves, as formas trofozoiticas se disseminam pela corrente sanguínea, provocando abscesso no fígado (com maior freqüência), nos pulmões ou cérebro. Quando não diagnosticadas a tempo, podem levar o paciente a óbito.

As principais fontes de infecção são a ingestão de alimentos ou água contaminados por fezes contendo cistos amebianos maduros. Ocorre mais raramente na transmissão sexual, devido a contato oral-anal. A falta de higiene domiciliar pode facilitar a disseminação de cistos nos componentes da família. Os portadores assintomáticos, que manipulam alimentos é importantes disseminadores dessa protozoose.

Presença de trofozoitos ou cistos do parasito encontrados nas fezes; em aspirados ou raspados, obtidos através de endoscopia ou proctoscopia; ou em aspirados de abscesso ou cortes de tecido. Os anticorpos séricos podem ser dosados e são de grande auxilio no diagnostico de abscesso hepático amebiano. A ultra-sonografia e tomografia axial computadorizada é útil no diagnostico de abscessos amebianos.


Seus principais sintomas são desconforto abdominal, que pode variar de leve a moderado, sangue nas fezes, forte diarréia acompanhada de sangue ou mucóide, além de febre e calafrios. Nos casos mais graves, a forma trofozoítica do protozoário pode se espalhar pelo sistema circulatório e, com isso, afetar o fígado, pulmões ou cérebro. Diagnóstico breve nestes casos é muitíssimo importante, uma vez que, este quadro clínico, pode levar o paciente à morte.

1º opção – Formas intestinais: Secnidazol – Adultos: 2g, em dose única. Crianças: 30mg/kg/dia, VO, não ultrapassando o máximo de 2g/dia. Deve ser evitado no 1o trimestre da gravidez e durante a amamentação. 2º opção – Metronidazol, 500mg, três vezes/dia, durante cinco dias, para adultos. Para crianças, recomenda-se 35mg/kg/dia, divididas em três tomadas, durante cinco dias. – Formas graves: amebíase intestinal sintomática ou Amebíase (extra-intestinal): Metronidazol, 750mg, VO, três vezes/dia, durante 10 dias. Em crianças, recomenda-se 50mg/kg/dia, durante 10 dias. 3º opção – Tinidazol, 2g, VO, para adultos, apos uma das refeições, durante dois dias, para formas intestinais. – Formas extra-intestinais: 50mg/kg/dia, durante dois ou três dias, a depender da forma clinica. Em formas graves, utilizar a mesma dosagem das formas leves, por três dias. Em crianças, a dosagem recomendada e 50mg/kg/dia. 4º opção – Somente para formas leves ou assintomáticas: Teclozam, 1.500mg/dia, divididas em três tomadas de 500mg, dose única para adultos. Em crianças, a dosagem recomendada e de 15mg/kg/dia, durante cinco dias. No tratamento do abscesso hepático, alem da medicação especifica, pode ser necessária, em alguns casos, a aspiração do abscesso. Drenagem cirúrgica aberta não e recomendada, exceto em casos graves, quando o abscesso e inacessível a aspiração e não responde ao tratamento em ate quatro dias. Alguns pacientes se beneficiam de drenagem do peritônio associada à terapia antimicrobiana. O tratamento de suporte esta recomendado


As principais recomendações são: • Lavar as mãos, após o uso do sanitário; • Lavar cuidadosamente os vegetais com água potável, deixando-os imersos em hipoclorito de sódio (água sanitária) a 2,5% (uma colher de sopa em 1 litro de água filtrada), durante meia hora, para eliminar os cistos (a contaminação fecal dos alimentos e da água é a principal causa de infecção); • Evitar práticas sexuais que favoreçam o contato fecal-oral.

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