Tratamento para Ataque de Pânico

Como as pessoas podem superar os ataques de pânico? Elas têm três opções eficazes: medicamentos antidepressivos, ansiolíticos e terapia. Medicamentos e terapia são igualmente eficazes – funcionam entre 60% e 90% do tempo.

Os antidepressivos ISRS ajudam a prevenir os ataques de pânico em muitas pessoas. ISRS significa inibidores seletivos de recaptação de serotonina. Essencialmente, os antidepressivos ISRS aumentam a quantidade de serotonina no cérebro. Eles geralmente começam a agir de duas a quatro semanas após o início do tratamento.

Os antidepressivos tricíclicos também tratam o distúrbio do pânico. Eles aumentam a quantidade de norepinefrina no cérebro, mas também causam efeitos colaterais mais negativos do que os ISRSs. Esses dois tipos de antidepressivos podem ser tomados com segurança durante anos, mas seu consumo deve ser gradualmente reduzido, não interrompido repentinamente.

O Prozac é um dos antidepressivos mais comuns

 

Se os antidepressivos não funcionarem, é possível que os medicamentos ansiolíticos funcionem. Alguns benzodiazepínicos aumentam a atividade do neurotransmissor GABA, que estabiliza a ansiedade.

Ao contrário dos antidepressivos, os medicamentos ansiolíticos funcionam quase imediatamente, mas, geralmente, o ideal é que sejam tomados de algumas semanas a alguns meses. Eles causam rápida dependência, o que significa que, ao se interromper seu uso bruscamente, podem ocorrer episódios de ansiedade intensa. Por essa razão, os médicos geralmente recomendam que os pacientes diminuam gradualmente o uso dos medicamentos ansiolíticos se decidirem deixar de tomá-los.

A terceira opção é a terapia, que pode ser usada como alternativa para o medicamento, ou associada a ele. A terapia cognitivo-comportamental provou ser útil em pessoas que tentam superar os ataques de pânico. A Associação Americana de Psiquiatria (em inglês) explica que esse tipo de terapia consiste em cinco partes.

  • Aprendizado: o aprendizado sobre o distúrbio do pânico, seus sintomas e possível tratamento podem dar esperança e ajudar você a perceber que não está sozinho.
  • Monitoramento: você começa a controlar quando seus sintomas começam e o ambiente em que ocorrem.
  • Respiração: aprender exercícios de respiração ajuda você a se preparar para um ataque de pânico.
  • Reconsideração: seu terapeuta ensina a analisar seus ataques sob uma nova perspectiva e a enxergá-los de forma realista.
  • Exposição: você aprende gradativamente a enfrentar as situações que induzem ao pânico.

Seu terapeuta irá orientá-lo através de todas essas etapas. Além disso, a meta da terapia cognitivo-comportamental é mudar a forma como você pensa sobre os ataques. Quanto mais você aprende sobre o problema, melhor você o entende e percebe que os ataques de pânico não são perigosos e não irão matá-lo. Se você sabe quais situações normalmente instigam um ataque e quais técnicas de respiração usar, você estará mais bem preparado e começará a sentir menos medo dos ataques. Finalmente, a simulação das sensações ou das situações em que ocorrem os ataques talvez o façam superá-los completamente.

Mudanças simples podem prevenir os ataques
Além de medicamentos e terapia, os passos básicos descritos a seguir previnem os ataques.

  • Exercitar-se: ter uma rotina diária de exercícios.
  • Relaxar: praticar relaxamento profundo por aproximadamente meia hora por dia. Foi provado que esse é um método eficaz para muitas pessoas que sofrem de ataques de pânico.
  • Consumir menos estimulantes: se você conseguir cortar ou reduzir a cafeína, o açúcar e a nicotina, isso poderá ajudar a diminuir os ataques de pânico.
  • Expressar os sentimentos: reconhecer a ansiedade e procurar expressá-la com outras pessoas também ajuda.
  • Mudar os pensamentos: verificar o que você diz a si mesmo e que crenças deixam você ansioso.

Nunca deixe de procurar orientação médica.

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