AVC – Acidente Vascular Cerebral – Cid 10: i64

O acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame cerebral é uma lesão cerebral causada por um dano vascular que pode ser dividido em dois tipos: um. – ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO (AVCI): é uma lesão no cérebro, causada pela falta de circulação sanguínea em uma determinada região, decorrente da obstrução de uma artéria. É o tipo mais comum, sendo responsável por cerca de 80% dos casos de AVC. O AVCI pode ser dividido em: • AVCI lacunar: é uma lesão isquêmica (geralmente menor que 0,7 cm) causada por obstrução de pequenos vasos. É um tipo de AVC comum em fumantes. • AVCI ateromatoso: pode variar de extensão, dependendo do tamanho da artéria com a placa de ateroma (acúmulo de gordura na parede do vaso), que causa obstrução da mesma. Normalmente está associada à obstrução das carótidas. • AVCI embólico: é causado pela obstrução das artérias cerebrais, por êmbolos (pequenos fragmentos de sangue coagulado que flutuam pela circulação e param em local menor que eles). É comum em pacientes com problemas cardíacos, como coração dilatado e arritmias. 2. – ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL HEMORRÁGICO (AVCH) é um sangramento no cérebro, devido ao rompimento de um vaso sanguíneo. É menos prevalente, podendo corresponder a 20% do total de casos de AVC.

Não é contagioso.

Os exames complementares a ser realizado vão depender dos sintomas apresentados, do tempo de evolução, das características clínicas de cada paciente, além de história de alergias e gravidez, entre outras. Citamos algumas das alternativas mais utilizadas: Tomografia computadorizada de crânio Angio-Tomografia computadorizada Ressonância Magnética Angio-Ressonância Nuclear Magnética Eco Doppler de carótidas e vertebrais Eco Doppler transcraniano Eco cardiograma transtorácico Eco cardiograma transesofágico

Veja também

Os sinais e os sintomas vão depender da região envolvida, independente do tipo de AVC. O AVCH costumeiramente se apresenta de maneira mais grave, podendo levar o paciente rapidamente ao coma e morte. -. alterações visuais -. perda da visão em um olho -. visão reduzida -. visão dupla -. Fraqueza -. peso em perna e braço do mesmo lado do corpo -. formigamento -. alterações da sensibilidade -. dificuldade em falar -. fala enrolada -. dificuldade de achar a palavra correta -. perda de equilíbrio -. perda da coordenação motora -. alterações na capacidade de andar -. dor de cabeça intensa, de características nunca sentidas antes -. dor de cabeça súbita, acompanhada de vômitos em jato -. perda súbita da consciência, precedida de uns itens acima. Quando um ou mais desses sintomas se instalarem deve-se procurar um serviço de emergência para tratamento imediato. A avaliação médica precoce é fundamental.

Quando o AVC ocorre, o atendimento deve ser imediato e realizado em um hospital. Quanto mais rápido ocorrer o atendimento, maiores serão as chances de sobrevivência e de ausência de incapacidades. As melhores práticas de tratamento do AVC mostram que, para uma ampla investigação do quadro, é recomendado que o paciente permaneça sob vigilância neurológica até a confirmação diagnóstica. Independente do tipo de AVC algumas medidas são fundamentais para melhor evolução do quadro: – Manutenção de respiração e da oxigenação do paciente. – Controle rigoroso da pressão arterial e da temperatura corporal. – Realização precoce de exame de imagem (tomografia, por exemplo). – Monitorização em Unidade de Terapia Intensiva nas primeiras 24 a 48 horas. – Controle dos níveis de glicose no sangue. – Manutenção da hidratação do paciente. – Promoção de reabilitação precoce. AVC isquêmico O AVC isquêmico é ocasionado por uma obstrução de uma artéria cerebral. Na fase aguda, preferencialmente nas primeiras três horas após o início dos sinais e sintomas, poderá ser administrada uma medicação, por via endovenosa, que desobstruirá a artéria. Entre três e 6 horas, a desobstrução do vaso será realizada por cateterismo e abertura do vaso no local da obstrução. Após 6 horas ou se nos exames iniciais, independente do tempo, houver sinais de lesão definitiva extensa não mais poderemos desobstruir o vaso por risco de sangramento. – AVCI lacunar – normalmente possui características clínicas menos graves e é tratado com antiagregantes plaquetários como a aspirina por exemplo. – AVCI ateromatoso – depende do vaso obstruído, pode ser tratado com antiagregantes plaquetários e, em alguns casos, com abordagem cirúrgica ou endovascular das artérias carótidas ou vertebrais. – AVCI embólico – normalmente se opta por tratamento com substâncias tipo heparina que diminuem a coagulação para minimizar o risco de êmbolos. AVC hemorrágico O melhor tratamento, na maioria dos casos, é o controle rigoroso da pressão arterial. Em casos mais graves – como aqueles com grande hemorragia e aumento da pressão dentro do crânio – a abordagem cirúrgica é a opção para minimizar as lesões associadas decorrentes da hemorragia.

1. Prevenção primária: O melhor tratamento é a prevenção. Hábitos de vida saudáveis, com atividade física regular, evitando-se a obesidade e o tabagismo, além de não consumir álcool em excesso podem prevenir o AVC. Não podemos esquecer-nos de controlar a pressão arterial e o diabetes. 2. Prevenção secundária: Qualquer episódio anterior de AVC aumenta em muito as chances de o paciente desenvolver um novo AVC. Portanto, os pacientes com essas características devem obrigatoriamente seguir as orientações médicas para prevenir tal recorrência, mantendo seus níveis de colesterol e triglicérides baixos, seu peso dentro do normal para a altura, sua pressão arterial rigorosamente controlada e seus níveis de glicose no sangue sempre nos limites da normalidade. Esses pacientes não podem fumar e não devem ingerir bebidas alcoólicas.

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