Câncer de Laringe – Cid 10 : c32

Manifesta-se principalmente pela rouquidão constante. Na maioria dos casos, o diagnóstico não é feito nos estágios iniciais, pois o paciente (normalmente tabagista) atribui as alterações de voz ao cigarro e não procura o médico. Quando ocorre imobilidade da laringe pelo tumor, instala-se a falta de ar. Pelas características clínicas é possível identificar dois tipos de carcinomas na laringe: os limitados às pregas vocais, sem comprometimento dos tecidos vizinhos e os demais, situados em outras regiões ou acompanhados por alterações nos movimentos das pregas vocais. A evolução clínica é completamente diferente nos dois casos: os carcinomas limitados às pregas vocais crescem de modo lento e apresentam metástases tardiamente enquanto os demais difundem-se de modo rápido e se espalham precocemente para os linfonodos (gânglios linfáticos) do pescoço. A região glótica da laringe, onde se localizam as pregas vocais é a mais comumente afetada. Além do tabagismo, deficiências nutricionais também podem ser fatores de risco, principalmente dietas pobres em vitamina A (presente em cenouras e vegetais verde escuros), vitamina C (frutas cítricas) e vitamina E (gema do ovo). Outros fatores implicados na origem do tumor da laringe são o refluxo gastresofágico, a infecção pelo papilomavírus, fatores de irritação ambientais e ocupacionais (tintas, metais, plástico, gasolina, pesticidas, gás mostarda, óleo diesel, pó de madeira, asbestos, etanos e isopropanol) e distúrbios metabólicos (como o hipotireoidismo).

Não é contagioso.

O diagnóstico do câncer de laringe considera os sintomas, o histórico do paciente, se é ou foi fumante e usuário habitual de álcool. Exames de imagem como a laringoscopia direta e indireta para visualizar a região afetada são importantes para o diagnóstico, mas não dispensam a realização da biópsia, que pressupõe a retirada de fragmento do tumor para análise, a fim de determinar se é maligno ou não. Se for maligno (nem todos são), é fundamental saber o grau de estadiamento da doença para orientar o tratamento.

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Os sintomas dos carcinomas da laringe dependem de sua localização. Os situados nas pregas vocais provocam rouquidão precocemente, ao passo que os demais podem causá-la bem mais tarde, em geral precedida por uma sensação de inchaço ou de corpo estranho na garganta, desconforto ou tosse. Nas fases avançadas, ocorre tosse persistente, escarro com sangue, dor reflexa para o ouvido, dificuldades ou dor na deglutição e aumento dos gânglios cervicais pelas metástases.

Existem várias abordagens terapêuticas clássicas para o câncer de laringe, entre as quais: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A escolha depende de muitos fatores, tais como a localização e aspecto do tumor, idade e estado de saúde geral do paciente. As chances de cura aumentam sensivelmente quando se faz a identificação do tumor ainda em seus estágios precoces. Estima-se a sobrevida em cinco anos, incluindo todos os estágios da doença, para 68% dos pacientes, o que torna esse tipo de tumor um dos mais curáveis entre os que atingem o trato aerodigestivo superior.

O álcool e o tabaco são os maiores inimigos da laringe. Fumantes têm 10 vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe. Em pessoas que associam o fumo a bebidas alcoólicas, esse número sobe para 43. Má alimentação, estresse e mau uso da voz também são prejudiciais. A alimentação precisa conter proteína (frango ou peixe, preferencialmente), associada a legumes, verduras e frutas ricas em vitaminas (em especial A, B2, C e E) e sais minerais. Devem-se evitar alimentos muito temperados ou gordurosos e líquidos muito quentes ou muito frios. Falar muito alto e sem pausas causa os chamados calos vocais. Pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e a beber têm probabilidade de cura reduzida e aumento do risco de aparecimento de um segundo tumor na área de cabeça e pescoço.

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