Câncer de Pâncreas – Cid 10 : c25.0

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, localizada na parte superior do abdome e atrás do estômago. Produz enzimas que atuam diretamente no processo digestivo e também a insulina – hormônio responsável pelo controle dos níveis de glicose no sangue. É dividido em três partes: cabeça, corpo e cauda. A maior parte dos casos de câncer de pâncreas localiza-se na cabeça do órgão. O risco de desenvolver o câncer de pâncreas aumenta após os 50 anos de idade, principalmente na faixa entre 65 e 80 anos, havendo uma maior incidência no sexo masculino. A maior parte dos casos da doença é diagnosticada em fase avançada; portanto, o tratamento é direcionado para alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida do paciente. O tipo mais freqüente é o adenocarcinoma, responsável por 90% dos casos.

Não é contagioso.

Pode ser realizado, na consulta médica, observando-se o relato dos sintomas e por meio de resultados de exames de laboratório (como de sangue, fezes e urina). Outros exames podem ser solicitados: – Tomografia computadorizada do abdome. – Ressonância nuclear de vias biliares e da região do pâncreas. – Exame do marcador tumoral Ca 19.9 (uma proteína produzida pelo tumor que pode ser medida no sangue). Pode-se, também, realizar a biópsia de fragmento do pâncreas.

Veja também

Os sintomas vão depender da região onde está localizado o tumor; porém, os mais comuns são: perda de apetite e de peso, fraqueza, diarréia e tontura. Quando o tumor atinge a cabeça do pâncreas, ocorre à obstrução das vias biliares e peles e olhos tornam-se amarelados (icterícia). Em estádio avançado surge à dor. No início, de pequena intensidade e localizada nas costas. Outro sintoma do tumor é o aumento do nível da glicose no sangue (hiperglicemia), causado pela deficiência na produção de insulina.

A cura só é possível quando o câncer de pâncreas for detectado precocemente. Cirurgias: indicadas dependendo do tipo de tumor, da localização, dos sintomas do paciente e da presença de metástases (envolvimento de órgãos adjacentes ou à distância). Atualmente, é o único método que pode oferecer a possibilidade de cura para portadores de câncer de pâncreas. Quando o tumor não é passível de remoção completa, o tratamento cirúrgico freqüentemente está indicado com finalidade paliativa (controle de sintomas). Radioterapia: é utilizada para o controle local do tumor. Pode ser usada tanto antes da cirurgia, para diminuir o tumor e facilitar sua remoção, assim como depois da cirurgia, para destruir células cancerosas que permaneçam na área operada. O tratamento radioterápico pode ser feito em combinação com a quimioterapia, caso não haja condições de remoção cirúrgica do tumor. Quimioterapia: após a cirurgia, pode ser utilizada para ajudar no controle do crescimento de células tumorais que ainda possam ter permanecido no organismo. Também pode ser realizada de forma exclusiva ou associada à radioterapia, com finalidade paliativa. A droga quimioterápica mais empregada é a gemcitabina.

O câncer de pâncreas não apresenta sinais específicos, fato que dificulta o diagnóstico precoce. Sua localização, na cavidade mais profunda do abdome, atrás de outros órgãos, dificulta a detecção precoce do câncer. O tumor normalmente desenvolve-se sem sintomas, sendo difícil diagnosticá-lo na fase inicial. Quando detectado, já pode estar em estágio muito avançado. No entanto, algumas medidas saudáveis podem ser adotadas, como evitar o consumo de derivados do tabaco e a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, além da adoção de uma dieta balanceada, rica em frutas e vegetais. Para aqueles indivíduos com histórico familiar de câncer ou que se enquadrem nos fatores de risco, recomenda-se acompanhamento médico regular e realização de exames clínicos periódicos.

Deixe uma resposta