Câncer de Próstata – Cid 10: c61

O câncer de próstata é uma doença maligna de evolução lenta, que raramente se manifesta em homens com menos de 40 anos de idade. A doença nasce na próstata e pode evoluir de maneira assintomática por muitos anos, sendo que os primeiros sintomas podem ser relacionados à dificuldade para urinar ou mesmo consistir em sintomas decorrentes da disseminação da doença para os ossos. Aproximadamente 50% dos pacientes, quando procuram o médico pela primeira vez, já se apresentam com doença em fase avançada – quando não é curável, mas amplamente controlável.

Não é contagioso.

– Exame digital retal: Popularmente conhecido como ‘exame do toque’. É nele em que o médico palpa a superfície da próstata à procura de nódulos ou tumores. O exame é rápido e indolor e detecta, aproximadamente, 40% dos cânceres tratados. – PSA. O antígeno

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O câncer de próstata é assintomático nos estágios iniciais. Quando algum sintoma se manifesta, o tumor talvez já apresente algum grau de comprometimento local ou sistêmico. Os sintomas, em fases mais avançadas, podem ser: – Dificuldade para urinar. – Aumento da freqüência urinária. – Presença de sangue na urina. – Dor óssea, principalmente na bacia e coluna. Quando diagnosticado precocemente o câncer de próstata apresenta índices de cura bastante elevados. Em fases mais avançadas as chances de cura são menores. Quando a doença está disseminada para ossos ou gânglios abdominais, ela não mais pode ser curada e sim submetida a tratamento conservador. Esses sintomas urinários descritos acima provêm do aumento da próstata e/ou do comprometimento de estruturas adjacentes, como uretra (canal por onde a urina deixa a bexiga) e as vesículas seminais.

A escolha da melhor forma de tratamento é geralmente baseada na idade do paciente, no estagio em que a doença se encontra (localizada, localmente avançada ou metastática) e na preferência pessoal do paciente, expressada por sua compreensão sobre os riscos e os benefícios de cada uma das alternativas disponíveis. Existem basicamente três opções principais de tratamento para o câncer de próstata localizado (restrito a próstata): – Observação vigilante: o câncer de próstata é um tumor que, de maneira geral, apresenta um crescimento lento e insidioso. Em casos em que o tumor apresente características de baixa agressividade (baixo grau, tumor pequeno, PSA baixo) associada à idade avançada do paciente ou em condições clínicas precárias (portadores de problemas cardíacos, pulmonares ou diabetes, entre outros), a observação vigilante poderá ser uma alternativa valiosa. – Cirurgia radical: também conhecida como prostatectomia radical. Consiste na retirada de toda a próstata, das vesículas seminais e de seus envoltórios. A cirurgia radical pode ser feita por via aberta convencional, por laparoscopia ou, mais recentemente, por meio do emprego de cirurgia robótica. – Radioterapia Há duas modalidades que podem ser utilizadas no tratamento do câncer de próstata localizado: 1- A radioterapia externa: feita em aplicações diárias que duram aproximadamente 35 minutos, por oito semanas. São indolores e não requerem internação ou anestesia. É muito indicada no tratamento das lesões que ultrapassam os limites da próstata (doença localmente avançada), ou em casos em que a cirurgia falhe na tentativa de resgate desses pacientes. 2- A braquiterapia: realizada por meio da introdução de sementes radioativas na próstata sob anestesia. A braquiterapia só deve ser indicada em casos bastante selecionados de baixa agressividade biológica. Tratamento do câncer de próstata avançado: Baseia-se na supressão dos hormônios masculinos (andrógenos – principalmente a testosterona). A cirurgia radical normalmente não é empregada e a radioterapia poderá ser usada no alívio de sintomas das metástases. Nesta fase, os tratamentos disponíveis visam o controle da doença e não mais a cura. O bloqueio hormonal empregado nesta fase da doença pode ser obtido basicamente de duas formas: – Orquiectomia: remoção cirúrgica do tecido produtor de testosterona dos testículos. – Análogos do LHRH: injeções mensais ou trimestrais que agem bloqueando a produção hormonal dos testículos. – Bloqueadores periféricos dos andrógenos: comprimidos tomados diariamente que bloqueiam os receptores da testosterona na próstata e nas metástases. – Bloqueio androgênico total: combina a administração de bloqueadores periféricos à orquiectomia ou aos análogos de LHRH. Quando a doença deixa de responder ao tratamento hormonal, pode-se lançar mão de tratamento quimioterápico, radiofármacos, e em casos mais avançados, tratamento paliativo: – Terapia Quimioterápica – pacientes cuja doença não mais responde a manipulação hormonal podem obter benefício do uso de alguns quimioterápicos. Embora a quimioterapia seja muito menos eficaz que a hormonioterapia, não são raros os pacientes que não só controlam a doença por vários meses, mas também são freqüentes aqueles cujos sintomas relacionados à doença melhoram significativamente. – Radiofármacos – fármacos radioativos podem ser injetados em pacientes com doença óssea disseminada e dolorosa, levando ao controle, em função da ligação destes fármacos aos locais de maior atividade da doença. Essa modalidade terapêutica está disponível em poucos centros no país e deve ser indicada apenas por profissionais habilitados. – Tratamento da dor e suporte – paralelamente ao tratamento da doença, o paciente com câncer – inclusive o de próstata deve ser acompanhado por um grupo que inclua nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e freqüentemente ortopedista (em casos de metástases ósseas com fraturas). Além disso, uma preocupação constante da equipe que cuida do paciente deve ser o controle da dor. São raríssimos os pacientes nos quais não se consegue, com as diversas medicações disponíveis, um controle adequado da dor. Todos os pacientes com câncer de próstata, localizado ou disseminado, sob qualquer forma de tratamento, devem ser acompanhados de perto pelo urologista e pelo oncologista: é preciso identificar precocemente alterações na evolução da doença – o que pressupõe avaliações clínicas periódicas, dosagem de PSA e outros exames que se fizerem necessários– para permitir a instituição de tratamento complementar.

Não existe nenhuma medida que comprovadamente previna o câncer de próstata. Por isso o check-up anual é fundamental. No entanto, alguns cuidados podem ser tomados, a saber: – Dieta: Gordura: há hipóteses que sugerem que a ingestão exagerada de gorduras saturadas pode ter algum tipo de influência no desenvolvimento do câncer de próstata. Esta é uma hipótese em investigação, porém ainda sem confirmação. Vegetais: o tomate cozido (rico em licopeno) e os brócolis teriam um papel protetor contra o câncer de próstata. Selenium: antioxidante que protege as células contra os efeitos dos radicais livres. Aparentemente teria um fator protetor contra o câncer de próstata, porém estudos mais recentes têm questionado este efeito. – Finasterida: A droga, usada no tratamento da hiperplasia benigna da próstata, mostrou ter efeito protetor contra o desenvolvimento do câncer de próstata.

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