Candidíase – CID 10: B37

Micose que atinge a superfície cutânea e/ou membranas mucosas, resultando em Candidiase oral, Candidiase vaginal, intertrigo, paroniquia e onicomicose. A forma mais comum de Candidiase oral e a pseudomembranosa, caracterizada por placas brancas removíveis na mucosa oral (aftas). Outra apresentação clinica e a forma atrofica, que se apresenta como placas vermelhas, lisas, sobre o palato duro ou mole. O intertrigo atinge mais freqüentemente as dobras cutâneas, nuca, virilha e regiões axilares. A infecção mucocutanea crônica pode estar associada a doenças endócrinas, como diabetes melittus, ao tratamento com antibióticos de amplo espectro ou a imunodeficiência, sendo freqüente na infecção por HIV, quando assume caráter sistêmico grave. A Candidiase invasiva, geralmente por disseminação hematogenica, candidemia, constitui-se em evento importante entre as infecções hospitalares. E relativamente comum em indivíduos com diabetes mellitus, aqueles que fazem uso prolongado de nutrição parenteral total, de antibiótico de amplo espectro e de cateter venoso central, bem como aqueles submetidos a cirurgia recente, particularmente do intestino grosso. Também pode ocorrer em recém-nascidos de baixo peso e hospedeiros imunocomprometidos, podendo atingir qualquer órgão e evoluir para êxito letal.

Por meio de contato com mucosas e secreções em pele de portadores ou doentes. A transmissão vertical pode ocorrer durante o parto normal. Pode ocorrer disseminação endógena. Período de incubação – Desconhecido.

Candidíase oral – Alem do aspecto clinico, visualização de leveduras e pseudohifas em exame microscópico de esfregaço da lesão, preparado com hidróxido de potássio a 10%. As culturas permitem a identificação da espécie. Esofagite – Endoscopia com biopsia e cultura. Candidíase invasiva – Isolamento do microrganismo de fluidos corporais (sangue, liquor, medula óssea) ou de biopsia de tecidos. O achado de cultura negativa, entretanto, não afasta o diagnostico de Candidiase sistêmica. Culturas de material potencialmente contaminado, como urina, fezes ou pele, podem ser de difícil interpretação, mas servem de apoio ao diagnostico.

Veja também

Na forma oral, que é a mais comum, ela apresenta como característica principal placas brancas removíveis (aftas), ou ainda, placas vermelhas e lisas na região do palato. Na sua forma intertrigo, ela afeta mais comumente as regiões das dobras cutâneas, tais como axilas, virilha e nuca.

Candidiase oral – Nistatina, suspensão ou tabletes, 500.000 a um milhão UI, 3 a 5 vezes ao dia, durante 14 dias, uso tópico. Em crianças, recomenda-se o uso durante 5 a 7 dias. Como tratamento de segunda escolha ou em pacientes imunocomprometidos, pode ser utilizado: Fluconazol, 200mg, via oral, uma vez ao dia, para adultos, com duração de tratamento de 7 a 14 dias, devendo ser evitado seu uso em crianças. Esofagite em pacientes imunodeprimidos – Como primeira escolha, pode ser utilizado Fluconazol, 200 a 400mg/dia, via oral ou endovenosa, durante 14 dias, ou Anfotericina B, em baixas doses (0,5mg/ kg/(dia), IV, durante cinco a sete dias. A dose diária não deve ultrapassar 50mg/dia. Candidíase vulvovaginal – Recomenda-se Isoconazol (nitrato), uso tópico, sob a forma de creme vaginal, durante sete dias ou ovulo, em dose unica; como segunda alternativa, Tioconozol, pomada ou ovulo em dose unica. Outras substancias também são eficazes: Clotrimazol, Miconazol, Terconazol ou Nistatina, em aplicação tópica. Candidiase mucocutanea crônica – Fluconazol, como primeira escolha, e Anfotericina B, para casos mais severos. Ceratomicose – Lavagem da córnea com Anfotericina B, 1mg/ml. Infecções sistêmicas – Anfotericina B e a droga de escolha. Se necessário, associada ao Fluconazol, 400mg/dia/EV. A dose deve ser diminuída em casos de insuficiência renal. A Caspofungina, na dose de 70mg/dia, seguida de 50mg/dia, nos dias subseqüentes ate completar 14 dias, tem demonstrado superioridade de resposta comparativamente com a Anfotericina B. O Voriconazol tem apresentado grande sucesso clinico no tratamento da Candidemia. A escolha do antifúngico deve estar baseada nos aspectos epidemiológicos da instituição, uma vez que as espécies já apresentam certo grau de resistência.

Usar sabonete neutro, em banhos diários, preferencialmente mais de um banho por dia no verão. Usar roupa íntima de algodão, evitando produtos sintéticos, inclusive meia calça, para que a pele possa respirar e a umidade ser diminuída. No contato sexual, usar preservativo. É aconselhável fazer a higiene genital com muito cuidado, evitando o uso de duchas vaginais.

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