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Como funciona o cigarro eletrônico?

Em 2009 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 28 de agosto de 2009, publicou a Resolução RDC n° 46, onde deixa clara a proibição da comercialização, importação e propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos com cigarros eletrônicos. Segundo a agência, não existem dados científicos que comprovem a eficiência, a eficácia e a segurança no uso e manuseio de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos.

Essa proibição acabou gerando muita discussão sobre o funcionamento do eletrônico, que ficou com o nome sujo e eficiência em dúvida devido as acusações da Anvisa. Pensando nisso, resolvemos trazer essa matéria explicando como funciona o cigarro eletrônico e se existe a possibilidade dele ajudar um fumante a esquecer os cigarros comuns.

O cigarro eletrônico, ou e-cigarro como também é conhecido, é composto -geralmente- por três partes, o bocal, a parte eletrônica e a bateria. No bocal fica o cartucho com a essência do cigarro, que pode conter ou não nicotina. O bocal é conectado na parte eletrônica, que abriga o nebulizador, dispositivo responsável pelo aquecimento da essência e sua vaporização, esse aquecimento é controlado por um microchip, que detecta o fluxo de ar de uma tragada e acende a luz na ponta do cigarro. Mais perto da ponta exterior fica a bateria, que é recarregável e fornece energia as partes eletrônicas, incluindo a luz da ponta que simula a brasa.

Quando o fumante dá uma tragada, o processo é o seguinte: O fumante puxa o ar pelo bocal, o sensor detecta o fluxo de ar e fornece energia ao vaporizador, que aquece, transformando o liquido do cartucho em vapor, a ponta do e-cigarro acende para indicar que o vaporizador está funcionando, o vapor passa pelo bocal e é inalado pelo fumante.

Existem duas formas de carregar o cigarro eletrônico, podendo variar de acordo com o modelo. A primeira é a mais tradicional, onde o bocal é retirado e em seu lugar é colocado um cago que se conecta à bateria, no outro lado do cabo existe um conector USB, que pode ser ligado a um computador ou então a um plug de tomara que aceite conexões USB.

A segunda maneira é utilizar um carregador que se parece muito com um maço de cigarros comum, porém, em seu interior, existem conectores para acoplar o e-cigarro, funcionando muito bem também como uma maneira segura de guardá-lo. Em um dos lados do maço pode ser encontrado um plug retrátil para liga-lo a tomada e então recarregar os cigarros. A bateria dos aparelhos, na maioria das vezes, é muito boa, durando entre dois e três dias.

A maior polemica sobre o cigarro eletrônico e sua proibição é o fato de que muitas pessoas afirmam que conseguiram parar de fumar usando o aparelho, no entanto, tanto a OMS quanto a Anvisa insistem em dizer que, enquanto não houver comprovação científica de que o e-cigarro realmente pode ajudar sem oferecer riscos, ambas não recomendam a sua utilização.

O grande problema do cigarro eletrônico é que, alguns fabricantes de essência costumam dizer que seus produtos não contêm nicotina, que é a substância química que causa a dependência do tabaco, porém, depois de alguns testes em laboratório, a substancia estava presente, mesmo que em menores quantidades, o que faz com que a desconfiança dos fiscais aumente ainda mais.

Abaixo você pode ouvir um FAQ (Frequently Asked Questions ou Perguntas Mais Frequentes) que uma ex-fumante responde sobre como conseguiu parar de fumar com a ajuda dos e-cigarros.

Leia o próximo post sobre: Como funciona? »

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