em ,

Coqueluche – CID 10: A37

Trata-se de uma doença infecciosa aguda, transmissível, de distribuição universal, que ocorre devido à infecção pela bactéria chamada Bordetella pertussis. Compromete especificamente o aparelho respiratório (traquéia e brônquios) e se caracteriza por paroxismos (recorrência ou intensificação súbita) de tosse seca. Ocorre sob as formas endêmicas e epidêmicas. Em lactentes, pode resultar em número elevado de complicações e até morte. A doença evolui em três fases sucessivas, descritas a seguir: • Fase catarral – com duração de um ou duas semanas, inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves (febre pouco intensa, mal-estar geral, coriza e tosse seca), seguidos pela instalação gradual de surtos de tosse, cada vez mais intensos e freqüentes, até que passam a ocorrer as crises de tosse paroxística (tosse súbita incontrolável, com tossidas rápidas e curtas, ou seja, 5 a 10, em uma única expiração). • Fase de convalescença – geralmente afebril ou com febre baixa. Em alguns casos, ocorrem vários picos de febre ao longo do dia. A manifestação típica são os paroxismos de tosse seca (durante os quais o paciente não consegue inspirar e apresenta protusão da língua, congestão facial e, eventualmente, cianose com sensação de asfixia), finalizados por inspiração forçada, súbita e prolongada, acompanhada de um ruído característico, o guincho, seguidos de vômitos. Os episódios de tosse paroxística aumentam em freqüência e intensidade nas duas primeiras semanas e depois diminuem paulatinamente. Nos intervalos dos paroxismos o paciente passa bem. Essa fase dura de dois a seis semanas. • Fase de convalescença – os paroxismos de tosse desaparecem e dão lugar a episódios de tosse comum; esta fase pode persistir por mais dois a seis semanas e, em alguns casos, pode se prolongar por até três meses. Infecções respiratórias de outra natureza, que se instalam durante a convalescença da coqueluche podem provocar reaparecimento transitório dos paroxismos. Lactentes jovens (< 6 meses) são propensos a apresentar formas graves, muitas vezes letais. Indivíduos inadequadamente vacinados ou vacinados há mais de cinco anos podem apresentar formas atípicas da doença, com tosse persistente, porém sem o guincho característico. Contato direto da pessoa doente com pessoa suscetível (gotículas de secreção eliminadas por tosse, espirro ou (ao falar). A transmissão por objetos recem-contaminados com secreções do doente e pouco freqüente, em virtude da dificuldade do agente sobreviver fora do hospedeiro. O diagnostico especifico e realizado mediante o isolamento da B. pertussis por meio de cultura de material colhido de nasorofaringe, com técnica adequada. Essa técnica e considerada como “padrao-ouro” para o diagnostico laboratorial da Coqueluche, por seu alto grau de especificidade, embora sua sensibilidade seja variável. Como a B. pertussis apresenta um tropismo pelo epitélio respiratório ciliado, a cultura deve ser feita a partir da secreção nasofaringe. A coleta do espécime clinico deve ser realizada antes do inicio da antibioticoterapia ou, no Maximo, ate três dias apos seu inicio. Por isso, e importante procurar a unidade de saúde ou entrar em contato com a coordenação da vigilância epidemiológica, na secretaria de saúde do município ou estado. A coqueluche se manifesta classicamente em três estágios. Estágio catarral As queixas iniciais são de sintomas semelhantes aos do resfriado comum: febre moderada, coriza, espirros e tosse irritativa Estágio paroxístico Cerca de duas semanas após a tosse se torna paroxística, com espasmos (paroxismos) de tosse. A tosse caracteriza-se por acessos repetidos, vinte a trinta tossidas sem inalação seguidas de um ruído inspiratório característico (guincho). A face se torna pletórica a cada acesso de tosse ou repentinamente fica azulada (cianótica). A criança pode perder momentaneamente a consciência ao final de uma crise de tosse. Durante essa fase, existe uma intensa produção de muco e as crises de tosse podem induzir ao vômito. Estes acessos geralmente são acompanhados de sudorese e vômitos. Estágio de convalescença. Os sintomas começam a regredir progressivamente. A duração total da doença pode alcançar seis a dez semanas. A Eritromicina (de preferência o estolato) e o antimicrobiano de escolha para o tratamento da Coqueluche, por ser mais eficiente e menos tóxico. Esse antibiótico e capaz de erradicar o agente do organismo em um ou dois dias, quando iniciado seu uso durante o período catarral ou no inicio do período paroxístico, promovendo a diminuição do período de transmissibilidade da doença. No entanto, faz-se necessário procurar atendimento para que o medicamento seja prescrito em doses adequadas, por profissional capacitado. A imunoglobulina humana não tem valor terapêutico comprovado. Vacinação é o principal meio de controle. Crianças até sete anos devem ser vacinadas contra a coqueluche. É importante destacar que a imunidade não é permanente e dura em média 5 a 10 anos. As vacinas disponíveis são DTP / DTP + Hib ou DTPa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Constipação Intestinal – Cid 10: K59

Epididimite – Cid 10: N45