DAOP – Doença Arterial Obstrutiva Periférica – Não informado

É causada pela obstrução das artérias que trazem o sangue, que é rico em oxigênio, do coração para as pernas, em decorrência principalmente do depósito de gordura na parede das artérias – ao que chamamos de aterosclerose. Devido ao menor fluxo de sangue, o músculo irrigado por elas entra em isquemia.

Não informado

É feito de forma simples, por meio de um exame chamado “índice tornozelo-braquial” (ITB), ou “índice tornozelo-braço”. Mesmo antes do desenvolvimento dos sintomas, esse exame permite diagnosticar a DAOP com mais de 95% de certeza. Com o paciente deitado, as pressões dos braços e dos tornozelos são medidas e comparadas, com um aparelho de Doppler vascular. Em condições normais, a pressão dos tornozelos é igual ou ligeiramente maior que a pressão dos braços. Se houver obstrução maior que 50% em uma das artérias principais das pernas, ocorre queda na pressão dos tornozelos. Valores de Referência: Doença arterial obstrutiva periférica: ? 0,90. Valores limítrofes: 0,91 – 0,94. Valores normais: 0,95 – 1,40. Artérias não–compressíveis: > 1,4

O principal sintoma da DAOP é a claudicação intermitente (dor ou desconforto que surge na panturrilha, coxa ou glúteos durante a caminhada e desaparece em menos de 10 minutos depois de cessado o exercício). Mas apenas 1 em cada 3 portadores de DAOP apresenta o sintoma; nos demais, a doença evolui silenciosamente.

O tratamento da DAOP ocorre em várias frentes, que são descritas a seguir. Tratamento clínico: Em pacientes com DAOP, tanto o sintoma (claudicação) quanto as causas subjacentes à DAOP deverão ser tratadas (por exemplo, parar de fumar, controlar o colesterol, o diabetes e a pressão alta, emagrecer, etc.). O tratamento dessas condições inclui tanto mudanças no estilo de vida como também medicamentos. Exercício físico O primeiro tratamento para a claudicação consiste em exercício físico. O médico poderá desenvolver um plano de exercícios específico, que vai dizer que tipo de exercício deverá ser feito, com que intensidade, por quanto tempo, quantas vezes por semana, etc. Normalmente, a recomendação é de uma caminhada de no mínimo 1 hora, 3 ou mais vezes por semana, por pelo menos 3 a 6 meses. O objetivo do exercício físico é aumentar gradualmente o tempo de caminhada sem dor. Avaliações periódicas com o especialista são fundamentais. Medicamentos Alguns medicamentos, como cilostazol, ácido acetilsalicílico (AAS), clopidogrel e ticlopidina também podem ser prescritos para o tratamento da DAOP. Os medicamentos podem ajudar a diminuir o desconforto sentido durante as caminhadas e são importantes adjuvantes após o tratamento cirúrgico. O médico deverá decidir que tipo de tratamento é mais adequado para cada caso. Tratamento cirúrgico O tratamento cirúrgico é indicado para os pacientes com DAOP em fase mais avançada. Pacientes com claudicação intermitente devem ser inicialmente submetidos ao tratamento clínico e ao controle dos fatores de risco. O tratamento cirúrgico, por sua vez, é indicado para pacientes com sintomas muito limitantes e que não respondem satisfatoriamente ao tratamento clínico. O tipo de tratamento cirúrgico deve ser indicado por um especialista e depende da análise de cada caso em particular. O cirurgião vascular e endovascular poderá recorrer a um procedimento cirúrgico convencional: cirurgia de ponte (bypass) ou endarterectomia; ou então à cirurgia endovascular: angioplastia com ou sem colocação de stent. Esses procedimentos serão descritos a seguir. Cirurgia de ponte (bypass). Durante a operação, um novo caminho para o fluxo sanguíneo é construído através de um enxerto (veia safena ou tubo de material sintético), que é conectado acima e abaixo da área obstruída, desviando o fluxo. Esse procedimento é particularmente eficaz quando grandes extensões da artéria encontram-se obstruídas.

Para começar, a mudança dos hábitos de vida é fundamental. Se for fumante, pare imediatamente de fumar. Siga corretamente as orientações de seu médico para controle do diabetes, da pressão alta e do colesterol e realize exercícios físicos regulares. Existem medicações que podem reduzir em até 47% o risco de infarto e de derrame cerebral apresentado pelos portadores de DAOP. Procure seu médico. Ele também poderá encaminhá-lo para que um cirurgião vascular avalie a necessidade de tratamento específico para melhorar a circulação da perna.

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