Depressão pós-parto: Consequências para o bebê

Quais as consequências da depressão pós-parto no bebê?

A mãe e o bebê constituem uma dupla indivisível em constante interação.
Se a mãe está deprimida não consegue exercer a sua função materna, pondo em risco a constituição psíquica do bebê.
A mãe deprimida pode tentar suprir as necessidades físicas do bebê mas irá fazer de forma mecânica, porque mesmo querendo, não é capaz de estar presente afetiva e emocionalmente junto de seu filho.
A relação entre os dois é desvitalizada e pouco calorosa e o bebê vai dar sinais do seu mal-estar na relação com uma mãe em sofrimento.

Um dos primeiros sinais são as alterações de sono: o bebê que é difícil de adormecer, que dorme muito pouco, que chora muito, que é inconsolável às vezes mesmo durante o dia.
São bebês considerados de temperamento difícil, hiper irritáveis, que as mães deprimidas não conseguem tranquilizar.
Outro sinal são os bebês apáticos e tristes, pouco interativos, conduzindo a um quadro depressivo do bebê.
Um bebê deprimido é um bebê que deprime, agravando a já perturbada interação com a mãe, que pode sentir o bebê como pouco gratificante e mesmo acusatório, agravando a sua depressão.

Sinais mais tardios são os atrasos de desenvolvimento, atingindo frequentemente a área da linguagem e a cognição.
Alguns autores referem-se ainda, como consequência, determinados síndromes autistas.

Os estados depressivos maternos geralmente não são diagnosticados nem pelo Obstetra nem pelo Pediatra.

É importante a mãe dar-se conta que está deprimida. E compreender que o seu estado depressivo não é culpa do seu bebê, nem de não ser uma boa mãe.
É porque é vulnerável à depressão ou porque está vivendo alguma situação particularmente difícil na sua vida.
Mas pode e tem direito de procurar ajuda. Primeiro junto do parceiro, dos familiares próximos e dos amigos. Estas pessoas podem dar um suporte prático, nas tarefas domésticas e com o bebê. E podem constituir figuras substitutivas junto do bebê, assegurando-lhe um suporte emocional que é fundamental para a criança.

Quanto mais precoce for a intervenção terapêutica mais fácil é reverter os sintomas porque menos severas as alterações no bebê e também na mamãe.
É importante ter em mente que o bebê não pode esperar!

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