Dermatite de Contato – Cid 10: L25

Trata-se de uma reação inflamatória causada pelo contato da pele com fatores externos, principalmente produtos químicos utilizados no dia-a-dia, em casa ou profissionalmente. Há duas possibilidades de desenvolvimento do problema: 1- dermatite de contato por irritação primária: ocorre após uma exposição forte, ou várias exposições leves e sucessivas, a um agente irritante da pele (detergentes solventes ou sabões, por exemplo). A situação é muito comum entre donas de casa, mães de recém-nascidos e trabalhadores que executam serviços de limpeza. 2- dermatite de contato por sensibilização secundária: envolve uma reação imunológica do organismo. Ela nunca se manifesta ao primeiro contato com o alérgeno (qualquer agente que cause alergia) – após a exposição, transcorre um período de sensibilização que varia de dez a catorze dias, para só então surgirem os sinais do problema na pele. Entre os alérgenos capazes de deflagrar o processo estão alguns cosméticos, medicamentos, solventes, graxas, óleos, borracha, luvas, cimento, plantas e metais (particularmente o níquel e o cobalto, presentes em bijuterias). Certos componentes de a luz solar, como os raios ultravioletas, podem desencadear ou piorar reações alérgicas a determinadas substâncias. A isso se dá o nome de fototoxicidade ou fotoalergia, processo que pode estar ou não associado a mecanismos imunológicos.

Não informado

Baseia-se no quadro clínico e na história do paciente – cujos dados podem ser vitais na investigação do provável agente causador do problema. Os suspeitos de dermatite de contato de causa não identificada clinicamente devem se submeter a um exame chamado teste de contato: aplicam-se, em geral nas costas do paciente, fitas de esparadrapo ou pequenas placas contendo substâncias padronizadas, passíveis de acarretar alergia. Após 48 ou 72 horas, faz-se a leitura do teste. Pela intensidade da reação local, avaliam-se as substâncias que provavelmente estão implicadas no processo.

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Caracteriza-se por pele seca, irritada e/ou fissurada, com vermelhidões, presença de pequenas bolhas, secreção, descamação e, às vezes, certo espessamento. A coceira é um sintoma constante e que exige cautela – o ato de coçar e a aplicação de medicamentos tópicos podem agravar mais o quadro. Na fase crônica, não raro aparecem rachaduras muito dolorosas nas mãos e nos pés, e cresce a sensibilidade a múltiplos agentes irritantes. A própria distribuição das lesões fornece uma orientação sobre quais substâncias entram em contato mais freqüentemente com a pele do paciente. Quando o couro cabeludo é afetado, por exemplo, o problema pode derivar de loções capilares ou corantes, assim como lesões na barriga, em volta do umbigo, podem ser provocadas pelo níquel de botões, zíperes ou fivelas de cintos. Recomenda-se fazer também uma análise dos períodos de melhora ou piora dos sintomas (férias e finais de semana, por exemplo), assim como dos ambientes (casa, trabalho) e tarefas que propiciam a ocorrência de sinais da dermatite de contato.

A identificação e o afastamento da substância causadora da alergia é o primeiro e fundamental passo do tratamento. Além disso, recomendam-se banhos ou compressas com soluções calmantes e/ou anti-sépticas. Conforme o local, o médico pode prescrever cremes ou pomadas à base de corticóides de maior ou menor intensidade. Quando necessário, indica antialérgicos e corticóides.

É simples: basta evitar o contato com o agente causal. Por exemplo, luvas de látex de boa qualidade ou de borracha (desde que forradas com tecido de algodão) podem evitar lesões nas mãos de quem tem de manipular produtos químicos. Em ambientes profissionais de risco (metalúrgicas, siderúrgicas, indústrias químicas), o uso de equipamentos de proteção individual é imperativo.

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