Diabetes Insípido – CID 10: E23.2

O diabetes insipido é ocasionado pela deficiência do hormônio antidiurético (vasopressina) ou pela insensibilidade dos rins a este hormônio. O hormônio antidiurético controla o modo como os rins removem, filtram e reabsorvem fluidos dentro da corrente sanguínea. Quando ocorre a falta desse hormônio (ou quando os rins não podem responder a este), os fluidos passam pelos rins e se perdem por meio da urina. É uma síndrome clínica que se caracteriza por incapacidade de concentração do filtrado urinário, com consequente desenvolvimento de urina hipotônica e aumento do volume urinário. Pode ocorrer por deficiência do hormônio antidiurético (ADH) ou por resistência à sua ação nos túbulos renais. Quando há deficiência na síntese de ADH, o diabete insípido é dito central, neurohipofisário ou neurogênico, e quando há resistência a sua ação nos túbulos renais é dito renal ou nefrogênico.

Não é transmissível.

O diagnóstico de diabetes insípido central é baseado nos dois critérios abaixo: • poliúria (volume urinário em 24 horas acima de 3 l [> 40 ml/kg] em adultos e adolescentes e > 2 l/m2 de superfície corporal [> 100 ml/kg] em crianças); e • resposta à administração de desmopressina – na vigência de osmolalidade plasmática > 295 mOsm/kg ou sódio plasmático > 147 mEq/l – com aumento na osmolalidade urinária > 15% e osmolaridade urinária > 600 mOsm/kg. Todos os pacientes com diagnóstico de diabetes insípido central devem submeter-se a exame de imagem da região hipotalâmico-hipofisária, para investigação etiológica e para afastar a presença de tumor.

Veja também

Sede excessiva e eliminação de grandes quantidades de urina, mesmo quando a ingestão de líquidos é reduzida.

O tratamento instituído em casos de Diabetes insípido é com Desmopressina a 0,1 mg/ml (100 mg/ml) com aplicação nasal (frasco de 2,5 ml em solução ou spray).A dose inicial de desmopressina recomendada é de 10 mg em adultos e adolescentes e de 5 mg em crianças. Sugere-se que a dose inicial seja administrada à noite e que o incremento gradual no número de aplicações e na dose seja feito de forma individualizada, de acordo com a resposta do paciente. Existem graus muito variáveis de deficiência do ADH, o que repercute na variabilidade da dose de manutenção da desmopressinna, conforme a seguir: • desmopressina solução nasal – 5-20 mg, 1 a 3 vezes ao dia • desmopressina spray nasal – 10-20 mg, 1 a 3 vezes ao dia. O tratamento do diabetes insípido central deve ser mantido por toda a vida, visto que a supressão de desmopressina pode causar risco ao paciente.

Não há prevenção.

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