Diarreia – Cid 10: A09

Síndrome causada por vários agentes etiológicos (bactérias, vírus e parasitas), cuja manifestação predominante é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência. Com freqüência é acompanhada de vômito, febre e dor abdominal. Em alguns casos, há presença de muco e sangue.

Agentes causadores (patógeno e vetores): a) Bactérias: Staphyloccocus aureus, Campylobacter jejuni, Escherichia coli enterotoxigênica, Escherichia coli enteropatogênica, Escherichia coli enteroinvasiva, Escherichia coli enterohemorrágica, Salmonelas, Shigella desinteriae, Yersínia enterocolítica e Vibrio cholerae. b) Vírus: Astrovírus, Calicivírus, Adenovírus entérico, Norwalk, Rotavírus grupos A, B e C. c) Parasitas: Entamoeba histolytica, Cryptosporidium, Balatidium coli, Giardia lamblia e Isospora bell. O modo de transmissão é específico para cada agente etiológico.

Clínico (principais sintomas): Aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência. Com freqüência, é acompanhada de vômito, febre e dor abdominal. Em alguns casos, há presença de muco e sangue. No geral, é autolimitada, com duração entre dois e 14 dias. As formas variam desde leves até graves, com desidratação e distúrbios eletrolíticos, principalmente quando associadas à desnutrição prévia. Laboratorial: exames realizados: Em geral, o diagnóstico é clínico. Quando necessários, são feitos exames parasitológicos de fezes e culturas de vírus e bactérias.

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A diarreia é observada como uma diminuição da consistência habitual das fezes que podem alcançar o estado líquido. O número de evacuações varia de um episódio isolado até mais de dez em 24 horas. Além da diarréia propriamente dita, é comum sentir-se: -Desconforto abdominal -Cólica -Plenitude (sensação de estufamento) -Excesso de flatos (gases) -Mal-estar generalizado -Náusea e vômito. Menos freqüentemente, pode-se observar: -Sangue -Pus ou muco nas fezes -Além de febre. Diarréias com perdas de grandes quantidades de líquido, em pessoas debilitadas por outras doenças, em idosos ou em crianças, podem evoluir para desidratação. Nesses casos, pode-se notar: -Ressecamento de mucosas -Saliva escassa e espessa -Sede excessiva -Cansaço e sonolência.

A terapêutica indicada é a hidratação oral, através do soro de reidratação oral (SRO), que simplifica o tratamento e contribui significativamente para a diminuição da mortalidade por diarréias. Se houver sinais de desidratação, administrar soro de reidratação oral, de acordo com a sede. Inicialmente, a criança de até 12 meses deve receber de 50 a 100 ml, passando a média de 100 a 200 ml para aquelas acima de 12 meses. Após a avaliação, recomenda-se o aumento da ingestão de líquidos como soro caseiro, sopas e sucos; manter a alimentação habitual, em especial o leite materno e corrigir eventuais erros alimentares.

As formas de prevenir a doença são: • Melhoria da qualidade da água, destino adequado de lixo e dejetos, controle de vetores, higiene pessoal e alimentar. • Educação em saúde, particularmente em áreas de elevada incidência. Locais de uso coletivo, tais como colégios, creches, hospitais, penitenciárias, que podem apresentar riscos maximizados quando as condições sanitárias não são adequadas, devem ser alvo de orientações e campanhas específicas. • Ocorrências em crianças de creches devem ser seguidas de precauções entéricas, além de reforçadas as orientações às manipuladoras e às mães. • Considerando a importância das causas alimentares nas diarréias das crianças pequenas é fundamental o incentivo à prorrogação do tempo de aleitamento materno, comprovadamente uma prática que confere elevada proteção a esse grupo populacional.

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