Botulismo – CID 10: A05.1

O Botulismo e uma doença nao-contagiosa, resultante da ação de potente neurotoxina. Apresenta-se sob três formas: Botulismo alimentar, Botulismo por ferimentos e Botulismo intestinal. O local de produção da toxina botulínica e diferente em cada uma dessas formas, porem todas se caracterizam clinicamente por manifestações neurológicas e/ou gastrintestinais. E uma doença de elevada letalidade, considerada como emergência medica e de saúde publica. Para minimizar o risco de morte e seqüelas, e essencial que o diagnostico seja feito rapidamente e o tratamento instituído precocemente por meio das medidas gerais de urgência. Suas manifestações clinicas serão descritas de acordo com o modo de transmissão. Botulismo Alimentar – Se caracteriza por instalação súbita e progressiva. Os sinais e sintomas iniciais podem ser gastrintestinais e/ ou neurológicos. As manifestações gastrintestinais mais comuns são: náuseas, vômitos, diarréia e dor abdominal, podendo anteceder ou coincidir com os sinais e sintomas neurológicos. Os primeiros sinais e sintomas neurológicos podem ser inespecíficos, tais como cefaléia, vertigem e tontura. O quadro neurológico propriamente dito se caracteriza por paralisia flácida aguda motora descendente, associada a comprometimento autonômico disseminado. Os principais sinais e sintomas neurológicos são visão turva, ptose palpebral, diplopia, disfagia, disartria e boca seca. Tem inicio no território dos nervos cranianos e evoluem no sentido descendente. Essa particularidade distingue o Botulismo da síndrome de Guillain-Barre, que e uma paralisia flácida aguda ascendente. Com a evolução da doença, a fraqueza muscular pode se propagar de forma descendente para os músculos do tronco e membros, o que pode ocasionar dispnéia, insuficiência respiratória e tetraplegia flácida. A fraqueza muscular nos membros e tipicamente simétrica, acometendo com maior intensidade os membros superiores. Uma característica importante no quadro clinico e a preservação da consciência. Na maioria dos casos, não ha comprometimento da sensibilidade, o que auxilia no diagnostico diferencial com outras doenças neurológicas. Pode apresentar progressão por um a duas semanas e estabilizar-se por mais dois a três, antes de iniciar a fase de re cooperação. Essa fase tem duração variável, que depende da formação de novas sinapses e restauração da função. Nas formas mais graves, o período de recuperação pode durar de seis meses a um ano, embora os maiores progressos ocorram nos primeiros três meses apos o inicio dos sinais e sintomas. Botulismo por ferimentos – O quadro clinico e semelhante ao do Botulismo alimentar. Entretanto, os sinais e sintomas gastrintestinais não são esperados e pode ocorrer febre decorrente de contaminação secundaria do ferimento. O Botulismo por ferimento deve ser lembrado nas situações em que não se identifica uma fonte alimentar, especialmente em casos isolados da doença. Ferimentos ou cicatrizes nem sempre são encontrados e focos ocultos, como em mucosa nasal, seios da face e pequenos abscessos em locais de injeção devem ser investigados, especialmente em usuários de drogas. Botulismo intestinal – Nas crianças, o aspecto clinico do Botulismo intestinal varia de quadros com constipação leve a síndrome de morte súbita. Manifesta-se, inicialmente, por constipação e irritabilidade, seguidas de sintomas neurológicos, caracterizados por dificuldade de controle dos movimentos da cabeça, sucção fraca, disfagia, choro fraco, hipoatividade e paralisias bilaterais descendentes, que podem progredir para comprometimento respiratório. Casos leves, caracterizados apenas por dificuldade alimentar e fraqueza muscular discreta, tem sido descritos. Em adultos, suspeita-se de Botulismo intestinal na ausência de fontes prováveis de toxina botulínica, tais como alimentos contaminados, ferimentos ou uso de drogas. O Botulismo intestinal tem duração de dois a seis semanas, com instalação progressiva dos sinais e sintomas por um a duas semanas, seguida de recuperação em três a quatro semanas.

Botulismo Alimentar – Ocorre por ingestão de toxinas presentes em alimentos previamente contaminados, que são produzidos ou conservados de maneira inadequada. Os alimentos mais comumente envolvidas são conservas vegetais, principalmente as artesanais (palmito, (picles, pequi); produtos cárneos cozidos, curados e defumados de forma artesanal (salsicha, presunto, carne frita conservada em (gordura ? ?carne de lata?); pescados defumados, salgados e fermentados; queijos e pasta de queijos e, raramente, em alimentos enlatados industrializados. Botulismo por ferimentos – Ocasionado pela contaminação de ferimentos com C. botulinum, que em condições de anaerobiose assume a forma vegetativa e produz toxina in vivo. As principais portas de entrada para os esporos são ulceras crônicas com tecido necrótico, fissuras, esmagamento de membros, ferimentos em áreas profundas mal vascularizadas ou, ainda, aqueles produzidos por agulhas em usuários de drogas injetáveis e lesões nasais ou sinusais em usuários de drogas inalatorias. E uma das formas mais raras de Botulismo. Botulismo intestinal – Resulta da ingestão de esporos presentes no alimento, seguida da fixação e multiplicação do agente no ambiente intestinal, onde ocorre a produção e absorção de toxina. A ausência da microbiota de proteção permite a germinação de esporos e a produção de toxina na luz intestinal. Ocorre com maior freqüência em crianças com idade entre três e 26 semanas ? por isso, foi inicialmente denominado como Botulismo infantil. Em adultos, são descritos alguns fatores predisponentes, como cirurgias intestinais, acloridria gástrica, doença de Crohn e/ou uso de antibióticos por tempo prolongado, o que levaria a alteração da flora intestinal.

O diagnostico laboratorial e baseado na analise de amostra clinica e de amostras bromatologicas (casos de Botulismo (alimentar). Os exames laboratoriais podem ser realizados por varias técnicas, sendo a mais comum a detecção da toxina botulínica por meio de bioensaio em camundongos. Em casos de Botulismo por ferimentos e Botulismo intestinal, realiza-se também o isolamento de C. botulinum por meio de cultura das amostras. Esses exames são feitos em laboratório de referencia nacional e a seleção de amostras de interesse, oportunas para o diagnostico laboratorial, varia de acordo com a forma do Botulismo. Em geral, deve-se coletar soro e fezes de todos os casos suspeitos no inicio da doença.

Visão dupla; Visão turva; Dificuldade de fala e para engolir; Diminuição da salivação; Paralisia simétrica das extremidades; Debilidade dos músculos respiratórios; Náuseas, Vômitos; Distúrbios da marcha.

Tratamento de Suporte- Medidas gerais e monetarização cardiorrespiratória são as condutas mais importantes no tratamento do Botulismo. Tratamento específico – Visa eliminar a toxina circulante e sua fonte de produção, o C. botulinum. Utiliza-se soro antibotulinico (SAB) e antibióticos. Observação: Antes de iniciar o tratamento especifico, as amostras clinicas para exames diagnósticos devem ser coletadas.

– Não adquirir nem ingerir alimentos cuja lata ou tampa se apresentem estufadas ou enferrujadas; – Não adquirir nem ingerir alimentos cujo conteúdo líquido se apresente turvo; – Não adquirir nem ingerir alimentos cujo vidro se apresente turvo; – Só consum

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