Câncer de Pulmão – Cid 10: c34

A menor unidade anatômica do pulmão é o alvéolo, onde ocorre a respiração propriamente dita. Tumores podem se originar nos pulmões ou em outros órgãos e se alojar neles. Este resumo se refere aos tumores que nascem nos pulmões. O câncer de pulmão é um dos tumores mais freqüentes e letais no mundo. O cigarro é responsável por quase 90% dos casos. O risco de um homem fumante morrer de câncer de pulmão é 22 vezes maior do que o de um homem não fumante. O mesmo risco é 12 vezes maior para uma mulher fumante. O fumante passivo, ou seja, aquela pessoa que não fuma, mas que respira a fumaça do fumante, também tem risco aumentado de desenvolver câncer de pulmão. Os tumores malignos de pulmão dividem-se em dois grandes grupos, de acordo com a aparência microscópica das células que os compõem. Cada um deles cresce e se espalha de formas distintas e, conseqüentemente, são tratados de maneiras diferentes: – Tumores não de pequenas células: representam aproximadamente 80% dos tumores. Geralmente crescem e se espalham mais lentamente e são subdivididos em três principais tipos: os tumores epidermóides, os adenocarcinomas e os de grandes células ou indiferenciados. – Tumores de pequenas células (chamados de “oat-cell”, por lembrarem grãos de aveia), são bem menos freqüentes e caracteristicamente tendem a crescer mais rapidamente, bem como a se espalharem para outros tecidos mais precocemente. Pesquisas demonstram claramente diversas causas de câncer de pulmão, sendo indubitavelmente o fumo o maior responsável. Cigarros: o fumo causa câncer de pulmão. Diversas substâncias contidas no tabaco, chamadas de agentes carcinogênicos são responsáveis por este problema. Asbestos: são substâncias utilizadas, sob a forma de fibras, sobretudo em indústrias, como por exemplo, a de isolamento térmico.

Não é contagioso.

O médico necessita avaliar a historia do paciente, caracterizar os detalhes dos sintomas apresentados, os antecedentes médicos do paciente e de seus familiares e, especialmente, sua exposição a substâncias cancerígenas. A seguir, há necessidade da realização de exame físico minucioso, especialmente voltado a alterações pulmonares e aquelas que possam sugerir a existência de um tumor pulmonar. Poderá haver a necessidade de realizar exames diagnósticos como raios-X de tórax, analise de escarro e tomografia de tórax, entre outros. Finalmente, pode ser necessária a obtenção de uma amostra de tecido para a realização de um diagnostico definitivo. A obtenção dessa amostra, que será avaliada pelo médico patologista, pode ser obtida através da realização de um destes exames: Broncoscopia: sob anestesia local ou sob sedação, o médico introduz um fino aparelho de endoscopia através da boca ou do nariz do paciente, a fim de examinar a traquéia e os brônquios. Por meio desse exame, podem ser colhidas células e pequenas amostras de tecido que serão enviadas ao patologia para exame. Toracocentese: quando existe líquido envolvendo o pulmão (derrame pleural), pode-se, sob anestesia local, através da introdução de uma agulha no tórax, colher uma amostra do líquido e, até mesmo, uma biopsia da pleura. Em alguns casos pode ser realizada, sob anestesia geral no centro cirúrgico, para a realização de uma Pleuroscopia, que permite ao médico enxergar a superfície da pleura e do pulmão, assim como, quando indicado, introduzir um pequeno tubo ou dreno, para a eliminação do líquido que esta se acumulando na pleura. Punção dirigida por tomografia: para permitir a realização da biopsia, o procedimento e executado durante a tomografia, que dirige o médico de forma a extrair um pequeno fragmento, com segurança e precisão, da área anormal que se deseja estudar. Toracotomia: cirurgia, sob anestesia geral, no centro cirúrgico, para permitir ao médico a abertura do tórax do paciente, para examinar e, se necessário, realizar a remoção do tecido tumoral. É realizada em situações nas quais os procedimentos anteriores não estavam indicados ou foram incapazes de permitir o diagnóstico.

Tosse persistente e que piora com o passar do tempo. Dor torácica localizada e persistente. Escarro com sangue. Falta de ar, chiado no peito (broncoespasmo) e rouquidão. Infecções pulmonares de repetição. Inchaço da face e do pescoço. Perda de peso ou de apetite. Cansaço. Evidentemente estes sintomas não são exclusivos de câncer de pulmão, podendo manifestar-se em inúmeras condições benignas e até mesmo simples. A sua persistência, mesmo não sendo uma característica indubitável de câncer de pulmão, sugere a necessidade de uma avaliação médica.

Doença Limitada: 1. Quimioterapia associada à radioterapia dirigida ao tórax. Ao final do tratamento, pacientes que tenham apresentado desaparecimento do tumor podem ser considerados candidatos ao uso de radioterapia profilática do cérebro. 2. Cirurgia seguida de quimioterapia, quando o tumor é detectado numa fase muito precoce. Também pode ser utilizada a radioterapia do tórax e cerebral, conforme descrito acima. Doença Extensa: 1. Quimioterapia. A quimioterapia no tratamento dos tumores de pulmão de células pequenas utiliza remédios que são administrados através de injeções na veia, enquanto que outros podem ser administrados por via oral. Em semelhança com s tumores de pulmão de células não pequenas, a principal droga quimioterápica pertence à classe das platinas (cisplatina e carboplatina).

A melhor maneira de prevenir o câncer de pulmão é simplesmente não fumar! Não há melhor conselho já que quase 90% dos casos de câncer de pulmão provêm do fumo. Ver:parar de fumar – Outra dica é evitar a inalação das fumaças geradas pela queima de petróleo ou carvão (madeira).

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