Epididimite – Cid 10: N45

A epididimite consiste num processo inflamatório do epidídimo. Esse órgão faz parte do sistema das vias espermáticas: encobre a parte superior do testículo como se fosse um elmo e está ligado ao ducto deferente (canal que liga o testículo ao alto do pênis, passando pela próstata em seu trajeto. Por ele é excretado o esperma). É constituído por uma massa de túbulos em espiral dispostos de maneira a se unirem num único tubo longo, de cerca de 70 centímetros de comprimento. No interior desse tubo ocorre o amadurecimento dos espermatozóides produzidos nos testículos. A doença surge quando o epidídimo sofre invasão de bactérias provenientes de um foco infeccioso urinário, uretral, prostático ou nas vesículas seminais (glândulas masculinas relacionadas à parede posterior da bexiga. Elas segregam um fluido que se mistura com outros e com espermatozóides para formar um líquido, o sêmen, que contêm os nutrientes necessários à vida dos espermatozóides). A infecção pelo sangue revela-se bem mais rara. Embora seja possível, a passagem de material infectado da uretra posterior para o epidídimo ainda é objeto de controvérsia no meio científico. No entanto, observa-se com freqüência o surgimento de epididimites após a introdução de sondas na uretra, nos estreitamentos da uretra, cistites (inflamações da bexiga), prostatites (infecções da próstata), vesiculites (inflamações das vesículas seminais) e massagens da próstata.

Não informado

· O doente deverá descrever os sintomas e o médico irá fazer perguntas sobre a sua história clínica, a história cirúrgica e a atividade sexual. Em seguida, o médico irá examinar o doente, incluindo a área genital. O doente pode necessitar de realizar um dos seguintes exames: Análise de urina. Uma análise química da urina. Uroculturas. Para determinar se estão presentes bactérias na urina, indicando uma possível infecção urinária. Exames laboratoriais. Do líquido colhido do interior da uretra ou do corrimento do pénis. Análises de sangue. Para procurar sinais de infecção, incluindo as doenças sexualmente transmissíveis.

Veja também

Nas epididimites agudas, o epidídimo torna-se endurecido e dolorido. Nas crônicas, às vezes surgem micro-abscessos e fístulas no escroto.

O tratamento mais indicado consiste em repouso no leito, elevação do escroto, prescrição de antibióticos, drogas antiinflamatórias ou infiltração de solução de novocaína no cordão espermático. Deve haver observação cuidadosa, a fim de identificar o mais cedo possível a formação de abscessos(acumulações de pus). Convém examinar o sistema urológico do paciente para averiguar a manifestação de qualquer infecção urinária ou dos genitais internos. Nos casos de reincidência da doença após a regressão dos sintomas agudos ? ou se houver suspeita de tuberculose ou neoplasia (tumor) ?, costuma-se indicar a intervenção cirúrgica local, chamada de epididimectomia (retirada do epidídimo).

O risco de desenvolvimento uma epididimite causada por uma doença sexualmente transmissível pode ser reduzido através da prática de sexo seguro, de ter relações sexuais apenas com um parceiro não infectado e da utilização de preservativos de látex ou de poliuretano em qualquer actividade sexual, o que inclui o sexo oral e anal.

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