Espondilolistese – Cid 10: M41.3

A espondilolistese é o escorregamento de uma vértebra sobre outra, principalmente na região lombar ou na região lombo-sacra. A causa é desconhecida, mas a maioria dos casos provavelmente resulta de uma fratura por sobrecarga durante a fase inicial da vida – que pode ocorrer quando se carrega peso excessivo – e evolui com escorregamento de uma vértebra sobre a outra.

Não é transmissível

Os atletas envolvidos com esportes que exigem movimentos de rotação repetitiva, extensão ou flexão acentuadas, podem apresentar incidência de lesão entre 11% a 63%. O diagnóstico é feito por meio de radiografias da região lombo-sacra. Porém, na fase inicial da espondilólise, a lesão somente é visível por cintilografia óssea e ressonância magnética; porém a tomografia computadorizada permite a visualização nítida da lesão na fase inicial.

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A maioria das crianças com espondilolistese apresenta dor lombar de início insidioso, que é agravada pela atividade física. A dor geralmente se irradia para a parte de trás da coxa e, com a progressão do escorregamento, pode haver sintomas de irradiação nervosa para as pernas e os pés (causadas por pinçamento de nervos). A postura típica da criança, inconscientemente tentando fazer desaparecer os sintomas, corresponde a uma leve flexão dos quadris e dos joelhos, com diminuição da lordose lombar.

Na maior parte dos pacientes, o tratamento é a observação, com fortalecimento da musculatura paravertebral. Se desaparecerem os sintomas e não houver progressão do ?escorregamento? da vértebra há, com o passar dos anos, a estabilização do processo. Em alguns pacientes, no entanto, há progressão do escorregamento ou piora dos sintomas e necessidade de tratamento cirúrgico. Nesses casos deve-se realizar a uma cirurgia na coluna para fixação das vértebras adjacentes ao local do escorregamento.

Não informada.

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