Esquistossomose Mansônica – CID 10: B65

A Esquistossomose Mansonica e uma doença parasitaria, causada pelo trematódeo Schistosoma mansoni, cuja sintomatologia clinica depende de seu estagio de evolução no homem. A fase aguda pode ser assintomática ou apresentar-se como dermatite cercariana, caracterizada por micropapulas eritematosas e pruriginosas, ate cinco dias apos a infecção. Com cerca de três a sete semanas apos a exposição, pode ocorrer a febre de Katayama, caracterizada por linfodenopatia, febre, anorexia, dor abdominal e cefaléia. Esses sintomas podem ser acompanhados de diarréia, náuseas, vômitos ou tosse seca, ocorrendo hepatomegalia. Apos seis meses de infecção, ha risco do quadro clinico evoluir para a fase crônica.

Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (homem). Na água, eclodem, liberando uma larva ciliada denominada miracidio, que infecta o caramujo. Apos quatro a seis semanas, a larva abandona o caramujo, na forma de cercaria, ficando livre nas águas naturais. O contato humano com águas infectadas pelas cercarias e a maneira pela qual o individuo adquire a Esquistossomose.

Alem do quadro clinico-epidemiologico, deve ser realizado exame coprologico, preferencialmente com uso de técnicas quantitativas de sedimentação, destacando-se a técnica de Kato-Katz. A ultra-sonografia hepática auxilia o diagnostico da fibrose de Symmers e nos casos de hepatoesplenomegalia. A biopsia retal ou hepática, apesar de não recomendada na rotina, pode ser de ser útil em casos suspeitos e na presença de exame parasitológico de fezes negativo.

A doença tem uma fase aguda e outra crônica. Na fase aguda, pode apresentar manifestações clínicas como coceiras e dermatites, febre, inapetência, tosse, diarréia, enjôos, vômitos e emagrecimento. Na fase crônica, geralmente assintomática, episódios de diarréia podem alternar-se com períodos de obstipação (prisão de ventre) e a doença pode evoluir para um quadro mais grave com aumento do fígado (hepatomegalia) e cirrose, aumento do baço (esplenomegalia), hemorragias provocadas por rompimento de veias do esôfago, e ascite ou barriga d’água, isto é, o abdômen fica dilatado e proeminente porque escapa plasma do sangue.

Praziquantel, na apresentação de comprimidos de 600mg e administrado por via oral, em dose única de 50mg/kg de peso para adultos e 60mg/kg de peso para crianças. Como segunda escolha, Oxamniquina, apresentada em cápsulas com 250mg e solução de 50mg/ml, para uso pediátrico. Para adultos, recomenda-se 15mg/kg e crianças, 20mg/kg, via oral, em dose única, uma hora apos uma refeição.

Por se tratar de doença de acometimento mundial e endêmica em diversos locais (Penísula Arábica, África, América do Sul e Caribe) os órgãos de saúde pública (OMS – Organização Mundial de Saúde – e Ministério da Saúde) possuem programas próprios para controlar a doença. Basicamente as estratégias para controle da doença baseiam-se em: Identificação e tratamento de portadores. Saneamento básico (esgoto e tratamento das águas) além de combate do molusco hospedeiro intermediário. Educação em saúde.

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