Frigidez – Cid 10: F50

Frigidez é a palavra popularmente usada para designar um quadro tecnicamente conhecido como inapetência (‘falta de apetite’) sexual, inibição de desejos ou, ainda, disfunção sexual geral. A inapetência sexual da mulher supõe não apenas falta de vontade de sexo físico, mas também de desejo de fantasia e de pensamentos eróticos. É diferente, portanto, de outro distúrbio sexual, conhecido como disfunção orgástica (ou anorgasmia), no qual existem o desejo e a excitação, mas a mulher não consegue atingir o orgasmo. Outras duas dificuldades completam o quadro das disfunções sexuais da mulher: a dispareunia, que é a dor durante a penetração vaginal, e o vaginismo, caracterizado pelo medo doentio de ser penetrada acompanhado do desejo de ter a relação, que acaba não sendo consumada.

Não é transmissível

Qualquer ginecologista pode atuar no aconselhamento sexual, desde que possua algumas qualidades essenciais, como receptividade, capacidade de ouvir e de informar, ausência de preconceito e uma sexualidade bem resolvida. Como primeiro passo, o médico precisa conhecer a história sexual da paciente. Desse modo, temas íntimos como masturbação, prazer, orgasmo e dificuldade na relação devem ser abordados com naturalidade. Obviamente, deve haver privacidade durante a entrevista, para que a mulher possa expor seus problemas e dúvidas sem nenhum constrangimento. A conversa deve transcorrer de maneira simples, sem terminologia técnica científica, com perguntas relacionadas à saúde sexual da paciente. Estas devem abranger detalhes da vida íntima. Invariavelmente, o médico buscará informações sobre relacionamentos sexuais atuais (ou passados), primeiro namoro e iniciação no sexo, quantidade de parceiros, preferências sexuais, atividades que mais dão prazer e métodos utilizados de contracepção. A paciente deve relatar ainda se algum fator secundário (doença, medicação ou estresse) está afetando sua vida sexual de alguma maneira. É de fundamental importância alertar o médico em caso de presença de sintomas eventualmente ligados a doenças sexualmente transmissíveis (coceira, lesões ou verrugas nos genitais, corrimento vaginal fétido, perda sanguínea no intervalo entre uma e outra menstruação, dor ou ardência na micção).

Pouca ou nenhuma motivação para a atividade sexual.

O melhor tratamento é aquele que atua nas causas e não somente no sintoma. Para que isso seja possível é fundamental o diagnóstico correto. O tratamento medicamentoso pode se basear em drogas antidepressivas ou de hormônios (para ajudar na estimulação do desejo). Qualquer que seja a terapia, contudo, é preciso observar algumas situações ligadas ao desenvolvimento geral da paciente, da infância à terceira idade.

O melhor tratamento, na verdade, é o preventivo. As disfunções sexuais são fruto da história de vida de cada mulher. Aprender desde cedo a lidar com a própria sexualidade, portanto, constitui a melhor maneira de evitar esse tipo de problema. Porém, em muitos casos, como tensão pré-menstrual, endometriose, irregularidades intestinais e menopausa, a terapia hormonal pode ajudar bastante. A medicina e as psicoterapias modernas têm instrumento para ajudar bastante as mulheres com problemas sexuais.

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