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Glaucoma – Cid 10: H40

É uma doença do nervo óptico (chamada de neuropatia), em que ocorre morte das células responsáveis pela condução da informação captada na retina pelos fotorreceptores para o cérebro. O glaucoma é uma doença crônica que não tem cura, mas pode ser controlada se tratada adequadamente e de forma contínua. Geralmente, o paciente não percebe que está com a doença. Em muitos casos, ela se desenvolve lentamente, ao longo de meses ou anos, sem apresentar sintomas. A doença pode progredir com tanta lentidão que o portador não se dá conta da perda gradual da visão periférica. A visão vai piorando, até que finalmente começa a afetar também o próprio centro do campo visual.

Não é transmissível.

Para a realização do diagnóstico de glaucoma, basicamente o especialista deve medir a pressão intra-ocular, avaliar a amplitude do ângulo que a íris faz com a córnea e principalmente, avaliar a cabeça do nervo óptico. Outro exame importante é a paquimetria corneana. Uma córnea muito fina faz com que o aparelho que mede a pressão (tonômetro) subestime a medida; o contrário também ocorre para as córneas mais espessas (hipertestimando o fenômeno), servindo como um fator de confusão. Ao constatar uma suspeita importante, o médico deve caracterizar o problema: -. Funcionalmente: a avaliação se faz por meio do campo visual computadorizado (variando o tipo de campo visual na dependência do estádio da doença); -. Anatomicamente: por meio da fotografia da cabeça do nervo óptico, que na forma mais correta, deve ser estereoscópica. O paciente deve ser seguido com estas avaliações em períodos que vão depender da gravidade do caso. O tratamento é efetivo, se o médico consegue caracterizar ausência de progressão de dano

Na maioria das vezes, não existem sintomas, até que boa parte do nervo óptico tenha sofrido dano glaucomatoso. O que se observa é a constrição do campo de visão e baixa progressiva da visão central. Os sinais não são percebidos pelo paciente e o principal deles é a escavação aumentada da cabeça do nervo óptico.

Embora ainda não haja cura, o glaucoma, na maioria das vezes, pode ser controlado de maneira eficaz. Por tratar-se de doença crônica é necessária observação e tratamento contínuos para manter controlada a pressão intra-ocular. O tratamento clínico é feito inicialmente com o uso de colírios hipotensores oculares. A terapia com laser pode ser utilizada caso os colírios não sejam capazes de manter os níveis da pressão intra-ocular dentro do esperado. A cirurgia é utilizada como último recurso. Quanto mais rápido for diagnosticado, menor será o dano causado. Sendo portador de glaucoma ou hipertensão ocular, o paciente e seu oftalmologista precisam trabalhar juntos, pois o diagnóstico precoce e a redução da pressão intra-ocular podem auxiliar na prevenção ou estabilizar sua evolução.

– Evite o consumo de tabaco e café, pois estas duas substâncias podem aumentar a pressão ocular. – Controle sua pressão ocular para que ela não se transforme em glaucoma. – Use protetores oculares, uma vez que lesões nos olhos podem desencadear glaucoma.

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