Gripe – Cid 10 : J11

Há uma variedade de vírus relacionados a infecções respiratórias, como o da parainfluenza, o vírus respiratório sincicial, o da rubéola e o adenovírus, entre outros. O mais comum deles, no entanto, é o vírus da influenza, também conhecido simplesmente como “vírus da gripe”. Espalhado pelo mundo, foi o responsável por uma pandemia (epidemia generalizada) em 1918, conhecida no Brasil como “gripe espanhola” que causou a morte de 20 milhões de pessoas; mais recentemente, por epidemias como as de Hong Kong em 1957 e 1968. No Brasil, os pequenos surtos localizados de influenza acabam recebendo apelidos populares, como a “gripe do cruzado” ou a “gripe do fusca”.

A pessoa infectada, ao tossir ou espirrar, elimina no ambiente partículas que contêm o vírus. O contágio se dá quando outras pessoas inalam tais partículas. A transmissão pode ocorrer, ainda, por meio do contato pessoal com uma pessoa infectada através das mãos, beijos e abraços.

O conjunto de sintomas apresentados pelo paciente permite um diagnóstico preciso. Em geral, o médico dispensa exames de laboratório para detectar a infecção pelo vírus da influenza, exceto quando suspeita da existência de alguma outra doença concomitante.

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A gripe irrompe de modo súbito. Geralmente está associada a sintomas gerais como febre, dor de cabeça, dores nas articulações e nos músculos, conjuntivite leve, fotofobia (intolerância a luz), falta de apetite e enjôos. Entre os sintomas respiratórios incluem-se: tosse seca, dor de garganta, coriza e, às vezes, dor em queimação na região do peito. Os sintomas persistem em geral por um período de três a sete dias. Em casos mais raros, podem ocorrer infecções secundarias como pneumonias bacterianas podendo levar semanas até que um paciente se recupere plenamente. Às vezes, o quadro se complica por sinais de hiper-reatividade brônquica, uma reação exacerbada que leva a uma inflamação intensa dos brônquios, com produção de muco e redução do diâmetro interno dessas vias aéreas, restringindo a passagem de ar e causando chiado no peito e dificuldade respiratória. Uma complicação ainda mais grave, como já destacado, é o desenvolvimento da pneumonia bacteriana secundária. O paciente passa a apresentar expectoração com pus e falta de ar, o padrão de febre aumenta quando se espera que diminua, e o estado geral piora bastante. O caso exige tratamento específico e imediato.

Na maioria dos casos mais simples, basta controlar os sintomas por meio de repouso, hidratação com ingestão de líquidos, analgésicos e antitérmicos. Recentemente vêm sendo desenvolvidas medicações especificas para o combate ao vírus da influenza que são eficazes principalmente quando administradas no inicio da doença.

A vacina contra o vírus da influenza já está disponível há algum tempo. Ela garante a imunização por apenas um ano. A razão para tão curto período é que o vírus tem como característica a capacidade de mutação rápida de seu padrão antigênico (fator que determina a produção de anticorpos específicos pelo organismo humano). Como se trata de uma doença benigna e espontaneamente curável, as autoridades não preconizam a vacinação em massa para toda a população. Mas há casos específicos em que ela é de suma importância. Pacientes com mais de 60 anos ou independentemente da idade com doenças cardíacas, pulmonares e renais, e pessoas com deficiência ou depressão do sistema imunológico estão mais sujeitas a complicações derivadas de infecção causada pelo vírus da influenza. Embora não seja contra-indicada durante a gravidez, recomenda-se aplicá-la somente a partir do segundo trimestre de gestação.

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