Hipertensão – CID 10: I10-I15

Conhecida popularmente como “pressão alta”, a hipertensão é uma doennça cardiovascular crônica, e está relacionada com a força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular por todo o corpo. A pressão se eleva por vários motivos, mas principalmente porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem. O estreitamento das artérias aumenta a necessidade de o coração bombear com mais força para impulsionar o sangue e recebê-lo de volta. Como consequência, a hipertensão dilata o coração e danifica as artérias. A pressão alta ataca os vasos, coração, rins e cérebro. Os vasos são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada, que é machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper. Quando o entupimento de um vaso acontece no coração, causa a angina que pode ocasionar um infarto. No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao “derrame cerebral” ou AVC. Nos rins podem ocorrer alterações na filtração até a paralisação dos órgãos.

É uma doença que tem maior incidência na raça negra e que aumenta sua probabilidade de ocorrência conforme a idade. A hipertensão pode ter causas hereditárias, mas também pode ser causada por alguns fatores, como a obesidade.

O diagnóstico da hipertensão geralmente é feito a partir de um aparelho chamado de esfigmomanômetro. Caracteriza-se pressão alta quando a pressão do sangue é maior do que 140/90 mmHg, ou 14 por 9.

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Na maioria dos indivíduos a hipertensão arterial não causa sintomas, apesar da coincidência do surgimento de determinados sintomas que muitos, de maneira equivocada, consideram associados à doença, como por exemplo, dores de cabeça, sangramento pelo nariz, tontura, rubor facial e cansaço. Quando um indivíduo apresenta uma hipertensão arterial grave ou prolongada e não tratada, apresenta dores de cabeça, vômito, dispneia ou falta de ar, agitação e visão borrada decorrência de lesões que afetam o cérebro, os olhos, o coração e os rins.

A hipertensão arterial essencial não tem cura, mas deve ser tratada para impedir complicações. O objetivo do tratamento deve ser não deixar a pressão ultrapassar os valores de 12 por 8. A menos que haja uma necessidade evidente para uso de medicamentos imediato, como no caso de pacientes com níveis de pressão arterial acima de 180/110 mmHg, a maioria dos pacientes deve ter a oportunidade de reduzir sua pressão arterial através de tratamento não farmacológico, por meio de medidas gerais de reeducação, também conhecidas como modificações no estilo de vida. A pessoa precisa praticar exercícios físicos, não exagerar no sal e na bebida alcoólica, controlar o estresse e o peso, e levar vida saudável. Se o indivíduo tem a pressão discretamente aumentada e não consegue controlá-la fazendo exercícios, reduzindo a ingestão de bebidas alcoólicas e perdendo peso, ou se já tem os níveis mínimos mais elevados (11 ou 12 de pressão mínima), é necessário introduzir medicação para deixar os vasos mais relaxados. Todos os remédios para hipertensão são vasodilatadores e agem de diferentes maneiras. Os mais antigos, entre eles os diuréticos, por exemplo, se no início fazem a pessoa perder um pouquinho mais de sal e de água, também ajudam a reduzir a reatividade dos vasos. Os mais modernos costumam ser mais tolerados e provocam menos efeitos colaterais. Entre os agentes de primeira linha recomenda-se a utilização de: Antagonistas do cálcio: produz dilatação dos vasos sanguíneos através de um mecanismo diferente. Especialmente indicado para os indivíduos de raça negra, idosos. Betabloqueadores: – bloqueia os efeitos do sistema nervoso simpático, sistema que pode responder rapidamente ao estresse, elevando a pressão arterial. Inibidores da ECA – enzima conversora da angiotensina: reduzem a pressão arterial através da dilatação das artérias. Bloqueadores do receptor da angiotensina II: reduzem a pressão arterial através de um mecanismo similar ao mecanismo dos inibidores da enzima conversora da angiotensina – porém de forma mais direta e com menos efeitos colaterais.

* Meça a pressão pelo menos uma vez por ano. * Pratique atividades físicas com regularidade. * Mantenha o peso ideal, evite a obesidade. * Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes. * Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba. * Abandone o cigarro. * Evite o estresse. Tenha tempo para a família, os amigos e o lazer. * Controle o diabetes. * Evite drogas e medicamentos que aumentem a pressão arterial.

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