Infarto Agudo do Miocárdio – Cid 10: I21

É a morte das células de uma porção do músculo do coração em decorrência da formação de um coágulo (trombo) que interrompe de forma súbita e intensa o fluxo de sangue no interior da artéria coronária, levando à morte celular. A principal causa do infarto é a aterosclerose, processo no qual placas de gordura se desenvolvem, ao longo dos anos, no interior das artérias coronárias criando dificuldade à passagem do sangue. Na maioria dos casos, o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas levando a formação do trombo e interrupção do fluxo sanguíneo. Cada artéria coronária irriga uma região específica do coração. Sendo assim, a localização do infarto dependerá da artéria obstruída. Mais raramente, o infarto pode ser causado por espasmo da artéria coronária (contração súbita da parede da artéria) interrompendo o fluxo de sangue ou por desprendimento de um coágulo originado dentro do coração e que se aloja no interior da coronária.

Não é contagioso

Os principais exames que, juntamente com a avaliação clínica, auxiliam no diagnóstico do infarto são: Eletrocardiograma (ECG) – Exame de grande importância para o diagnóstico do infarto. Permite definir o tipo de infarto (com supra ou sem supra), a localização do infarto e o melhor tratamento. Troponinas e CKMB são substâncias liberadas pelas células lesadas do músculo cardíaco e detectadas no sangue. Confirmam o diagnóstico de infarto.

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• Dor ou desconforto no peito que pode irradiar-se para as costas, mandíbula, braço esquerdo e, mais raramente, para o braço direito; A dor costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre tórax. Menos freqüentemente, a dor é localizada no abdome, podendo ser confundida com gastrite ou esofagite de refluxo. • Falta de ar. Especialmente nos idosos, esse pode ser o principal sintoma do infarto. • Outros sintomas incluem sudorese (suor em excesso), palidez e alteração dos batimentos cardíacos. Nos diabéticos e nos idosos, o infarto pode ser “silencioso”, sem sintomas específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito que apresentado por esses pacientes.

Qualquer que seja o tratamento escolhido pelo médico que vai prestar assistência ao paciente infartado, o ideal é que ele comece dentro das primeiras 6 horas após o início da dor. Quanto mais precoce, maior é a chance de ser restabelecido o fluxo sangüíneo e de oxigênio nas artérias coronárias, evitando as complicações decorrentes da necrose do músculo cardíaco. Pontos importantes do tratamento são: alívio da dor, repouso para reduzir o trabalho cardíaco e administração de agentes trombolíticos para melhorar o fluxo sanguíneo. A administração de oxigênio em fluxo contínuo nas primeiras seis horas, reduz a dor associada à baixa concentração de oxigênio circulante. O uso de drogas que reduzem o uso de oxigênio pelo coração faz com que o músculo cardíaco sofra menos isquemia (ausência de sangue). A permanência na Unidade Coronariana deve se restringir ao período crítico, no mínimo 72 horas, pois a incidência de complicações neste período justifica a monitorização contínua. Superada esta fase, o paciente é encaminhado a um quarto privativo, restringindo-se o número de visitas. Progressivamente, ele pode sentar-se durante breves períodos, começa a deambular por volta do quarto ou quinto dia. Esta mobilização precoce melhora sensivelmente o bem-estar, além de reduzir a incidência de tromboembolia. Mas o paciente deve ser acompanhado de perto para detectar possíveis alterações conseqüentes a esta atividade física. A dieta será liberada à medida que as condições clínicas permitirem, devendo ser hipocalórica e hipossódica (com pouco sal). As evacuações não devem significar esforço para o paciente, usando, se necessário, laxantes suaves. Os tranquilizantes podem ser utilizados para amenizar a angústia de alguns pacientes, mas com muito critério, já que esses medicamentos podem aumentar a freqüência cardíaca e a pressão sistólica.

Todos pacientes que sofreram um IAM devem seguir as orientações de prevenção descritas abaixo, com o intuito de reduzir a chance de apresentar um novo IAM. Embora não possa ser completamente evitado, há certas medidas que podem reduzir as chances de um indivíduo sofrer um IAM. O controle dos fatores de risco é de primordial importância na terapia dos pacientes com aterosclerose ou com alta probabilidade de desenvolvê-la, pois atua na prevenção da progressão da aterosclerose e reduz a chance de eventos isquêmicos (IAM ou angina). São importantes, portanto: 1- o controle da pressão arterial e do diabetes (se presente); 2- cessação do tabagismo 3- redução dos níveis de colesterol. 4- prática de atividades físicas regulares e moderadas 5- redução do peso nos obesos. Além disso, a aspirina em baixas doses diárias também pode atuar na prevenção de um IAM, mas deve ser utilizada somente sob orientação médica. A prevenção da aterosclerose e, conseqüentemente, a redução dos riscos de apresentar IAM é a medida mais importante a ser tomada. Não somente aqueles que já sofreram um IAM devem controlar os fatores de risco. De fato, a prevenção da aterosclerose é uma conduta que deve ser encorajada em todos indivíduos, principalmente naqueles com risco mais elevado de desenvolvê-la. Pergunte ao seu médico quais medidas preventivas são apropriadas no seu caso.

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