O que é a Ejaculação Precoce e como Tratar?

Ejaculação precoce

Imagem: Thinkstock

A ejaculação precoce é a forma mais frequente de disfunção sexual masculina, acometendo cerca de 30% dos homens.

Mais afinal o que é ejaculação precoce?

O problema pode ser definido como a incapacidade de se inibir a ejaculação pelo tempo suficiente para que a parceira possa alcançar o orgasmo em 50% das tentativas.

Por outro lado, vários autores já consideravam a ejaculação precoce como a ausência do controle voluntário sobre o reflexo ejaculatório, independente do tempo ou orgasmo da companheira.

Assim, embora ainda haja muita controvérsia quanto a definição, podemos considerar como ejaculação precoce a ocorrência do orgasmo e da ejaculação antes do desejado, devido à falta de controle durante a atividade sexual.

Embora o período de latência da ejaculação esteja intimamente ligado a mecanismos psicológicos e cognitivos, fatores somáticos também estão envolvidos.

A ejaculação é parcialmente mediada por um reflexo neural estimulado por impulsos sensitivos do pênis, tendo como resposta a contração de músculos lisos e estriados que levam à emissão e expulsão do sêmen.

Ainda que não exista um consenso sobre a definição de ejaculação precoce, o seu diagnóstico não é difícil.

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A primeira opção terapêutica para ejaculação precoce tem sido comportamental, reservando-se a terapia medicamentosa para os casos de falha da psicoterapia ou quando essa terapia não é aceita pelos pacientes. Porém, o sucesso obtido com o tratamento farmacológico da ejaculação precoce tem despertado a atenção na pesquisa de drogas mais adequadas para um tratamento alternativo à psicoterapia.

A ejaculação precoce é a incapacidade de controlar de forma voluntária o reflexo ejaculatório, que leva à obtenção da ejaculação e orgasmo muito rapidamente, porém não existe um consenso em relação a um tempo mínimo para a ejaculação ser considerada normal.

Para muitos especialistas, o período de latência entre a penetração vaginal e a ejaculação é fundamental. Existem dois conceitos para definir objetivamente ejaculação precoce: por tempo, quando a ejaculação ocorre dentro de um minuto após a penetração, ou pelo número de incursões penianas, ou seja, a ejaculação que ocorre antes de dez penetrações.

A Associação Americana de Psiquiatria definiu ejaculação precoce como sendo “ejaculação persistente ou recorrente com estimulação sexual mínima, antes, durante ou rapidamente após a penetração vaginal, sem o desejo para tal”.

Tratamentos para a ejaculação precoce

Geralmente a ejaculação precoce é de causa idiopática. Causas orgânicas são extremamente raras na ejaculação precoce. Vários autores acreditam que essa disfunção sexual represente uma ansiedade de performance subclínica.

A primeira opção para o tratamento da ejaculação precoce tem sido a realização de um terapia sexual acompanhada por um profissional, com a participação da parceira em todo o processo, reservando-se o uso de medicamentos para os casos de falha da psicoterapia ou quando essa terapia não é aceita pelos pacientes.

Porém, o sucesso obtido com o tratamento farmacológico da ejaculação precoce tem despertado a atenção na pesquisa de drogas mais adequadas para um tratamento alternativo à psicoterapia.

Os remédios mais utilizados no tratamento de disfunção sexual masculina são drogas antidepressivas, o objetivo esperado é que o medicamento seja eficaz para baixar o nível de ansiedade e apresentar também uma ação bloqueadora alfa-adrenérgica, que causa diminuição da contração do músculo liso cavernoso, levando a manutenção da ereção por um tempo prolongado e proporcionando ao paciente controlar a resposta ejaculatória.

Testes com uso de medicamentos

Os critérios de inclusão no estudo foram os seguintes: idade entre 20 e 40 anos, relacionamento heterossexual estável, queixa de ejaculação precoce, após a penetração vaginal (caracterizada pela ausência de controle da ejaculação, causando insatisfação em um ou nos dois parceiros) há pelo menos seis meses, ereção normal e ausência de fatores de risco para impotência (diabetes, hipertensão, neuropatia, uso de drogas ou álcool e disfunção hormonal). A seguir, os pacientes foram submetidos a avaliação psicológica, para exclusão daqueles que apresentavam depressão ou alterações psiquiátricas.

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