Por que as pessoas ruivas têm sardas?

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Todas as nossas características físicas são determinadas pelos nossos cromossomos, são eles que dizem como será o nosso corpo, uma dessas características, claro, é a cor dos nossos cabelos.

Não está explícito no cromossomo como se fosse um letreiro neon “ele terá cabelos castanhos” ou coisa do tipo, o que eles definem é, na verdade, a quantidade e os tipos de pigmentos que serão produzidos para a região, são os pigmentos que determinam as “cores” do nosso corpo.

Nos cromossomos existem os chamados genes, de acordo com a organização deles e a combinação de recessivos e dominantes, características do nosso corpo são determinadas. A cor dos nossos cabelos é formada pelo par cromossômico 16, que ditam a produção dos pigmentos responsáveis pela coloração dos cabelos e pelos.

No caso dos ruivos, o que dá a coloração avermelhada é a diferença de produção da feomelanina e a eumelanina, que são dois tipos de melanina. A feomelanina em si, gera os pigmentos necessários para uma coloração avermelhada ou amarelada, já a eumelanina, em maior presença, gera tonalidades acastanhadas ou pretas.

Um problema para os ruivos é que a sua pele é um tanto quanto mais frágil do que a de outras pessoas, o que os torna muito mais susceptíveis a um câncer de pele.

Uma maneira que o seu corpo encontra para se proteger é aumentar a concentração de melanina em certas partes do corpo, gerando as pintinhas que chamamos de sardas e que, convenhamos, são o maior charme das ruivas. Na verdade, sardas podem aparecer em qualquer pessoa, mas acontece muito mais com os ruivos.

Quanto mais um ruivo fica exposto ao sol, mais o seu corpo procura se proteger aumentando a incidência de sardas e aumentando a sua intensidade (deixando-as mais escuras).

O curioso é que, em alguns ruivos -naturais-, as sardas sequer existem, deixando sua pele clarinha e frágil exposta à radiação solar. Esses ruivos que não possuem sardas precisam ter um cuidado ainda maior com a pele, assim problemas podem ser evitados no futuro.

A ciência costuma chamar a característica genética que torna as pessoas ruivas de rutilismo, que é considerada uma anomalia por ser tão incomum.

Estima-se que apenas de 1 a 2% da população mundial é ruiva, a coloração é mais comum (2 a 6%) na cabeça de quem tem ancestrais do norte ou oeste europeu, do resto do mundo é extremamente raro encontrar pessoas ruivas.

Há algum tempo surgiu uma história de que ruivos acabariam extintos da terra dentro de alguns anos devido à sua fraca incidência, o que é uma completa bobagem. Ruivos são raros somente pelo fato de que o gene que determina a “ruivisse” é recessivo, ou seja, ele é mais “fraco” do que os genes de coloração mais comuns, que são dominantes.

Justamente o fato do gene ruivo ser recessivo é o que possibilita o que ele seja passado por milhares de gerações até que um novo ruivo nasça, por isso, orgulhe-se de ser ruivo/a, você é uma raridade da humanidade e, em uma multidão de iguais, são os diferentes que se destacam.

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