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Psitacose – CID 10: A70

Doença infecciosa aguda causada por clamídias, cursando com febre, prostração, tosse, cefaleia e calafrios, acompanhados de acometimento das vias aéreas superiores ou inferiores. Pacientes acometidos podem apresentar epistaxe e esplenomegalia, e o quadro pulmonar e compatível com o de pneumonia atípica. Podem ocorrer, ainda, distensão abdominal, obstipação ou diarreia, delírio e lesões cutâneas sob a forma de roséolas, similares a Febre Tifoide. Em geral, e leve ou moderada no homem, podendo ser mais grave em idosos que não recebam tratamento adequado.

Via respiratória, por meio da aspiração de poeira contaminada por dejetos dos animais doentes ou portadores. Apesar de rara, e possível a transmissão via respiratória, de pessoa a pessoa, na fase aguda da doença.

Clinico-epidemiológico e sorológico, por meio da reação de fixação do complemento e/ou Elisa. Títulos aumentados em quatro vezes entre a fase aguda e a convalescença, obtidos com intervalo de 2 a 3 semanas entre cada coleta, confirmam o diagnostico. Na presença de quadro clinico sugestivo, o achado de títulos de 1:32 pode ser considerado evidencia de infecção. O isolamento do agente no sangue ou em secreções, além de cultura de tecidos, apesar de possível, e de difícil execução, requerendo laboratórios especializados para a sua realização. No exame radiográfico, observa-se pneumonia com consolidação de um lobo, mas pode haver padrão intersticial ou miliar com ou sem derrame pleural.

O período de incubação dessa bactéria, nos humanos, dura cerca de quatro semanas. Após esse período, o portador apresenta febre, arrepios, cefaléia, cansaço e perda de apetite, além de acessos de tosse, que inicial emente é seca produzindo, por conseguinte, um muco esverdeado. Esses pacientes também podem apresentar epistaxe e esplenomegalia, com quadro pulmonar similar a de uma pneumonia atípica. A febre costuma durar de duas a três semanas, desaparecendo gradativamente. De acordo com a idade do indivíduo infectado e da extensão do tecido pulmonar acometido, a doença varia de leve a severa. Já nas aves, o período de incubação varia de 3 a 106 dias. O quadro clínico pode ser diferenciado em forma serosa ou respiratória, digestiva ou na forma mista. Dependendo de como a doença se manifesta, podem ser observados os seguintes sintomas: sonolência, falta de apetite, eriçamento das penas, diarréia que varia de intensidade. Os animais emagrecem, ficando caquéticos e acabam morrendo, normalmente apresentando um quadro de paralisia em um a duas semanas. Pode ocorrer morte súbita sem que haja a apresentação de sinais clínicos.

Adultos: Doxiciclina, 100mg, via oral, de 12/12 horas, durante 14 a 21 dias. Em menores de 7 anos, deve ser utilizada Eritromicina, 30 – 40mg/kg/dia, via oral, de 6/6 horas.

Para a prevenção dessa doença, é importante uma educação em saúde para alertar a população sobre os riscos relacionados à exposição aos reservatórios, regulamentação da importação, criação e transporte de aves, utilização de antibióticos ou quarentena desses animais, quando necessário. É importante também que haja uma vigilância adequada de granjas, aviários e locais de vendas desses animais. Eliminação das fontes de infecções deve ser realizada.

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Meningites Virais – CID 10: A87

Raiva – Cid 10: A82