Retinopatia diabética – CID 10: H36.0

É uma alteração grave da retina, provocada pelo diabetes. Ao lado do glaucoma e da degeneração macular, está entre as principais causas de cegueira irreversível

Não é Transmissível

O diagnóstico é feito basicamente pelo exame do fundo do olho. As alterações na retina são bastantes características, mesmo nas fases iniciais. Muitas vezes, porém, apenas o exame de fundo de olho não revela a extensão das alterações. O oftalmologista realiza então o exame chamado angiofluoresceinografia: um corante injetado na veia do braço do doente é levado pela corrente sanguínea até o olho, e lá ele mostra a exata localização dos vasos afetados. O médico fotografa então a retina, para que possa estudar em detalhe as alterações.

O mais frequente é a diminuição gradativa da acuidade visual, que não melhora mesmo com o uso de óculos, pois a visão é afetada por acúmulo de líquido (edema) na mácula. Em alguns casos, porém, quando as alterações não comprometem a mácula, o paciente pode não notar a evolução da doença senão numa fase avançada, quando o olho já se encontra seriamente danificado. Ele pode perceber manchas escuras na visão, que se dissipam em alguns dias ou então que se mantêm por um período longo, em decorrência de hemorragias dentro do olho. Não se afasta a hipótese de haver também um comprometimento mais sério da visão, em virtude do aparecimento do descolamento tracional da retina, ou mesmo dores oculares causadas por glaucoma.

A retinopatia diabética, quando precocemente diagnosticada e tratada, raramente leva à perda da visão. O tratamento é realizado por fotocoagulação com laser (o mais comumente empregado é o laser a argônio), técnica que visa diminuir o estímulo para a formação dos neovasos, bem como estancar o vazamento de líquido entre as células da retina. O laser foi uma das maiores conquistas da tecnologia no tratamento da retinopatia diabética: com sua utilização, houve uma redução significativa do número de pessoas visualmente incapazes em decorrência dessa doença. Quando há sangramento intraocular de longa duração e/ou descolamento da retina, indica-se a cirurgia denominada vitrectomia. Com essa técnica, o oftalmologista retira os restos da hemorragia, bem como libera a tração exercida sobre a retina, para com isso restabelecer a visão. Nessa fase, a acuidade visual em muitos casos encontra-se bastante comprometida e o tratamento visa evitar uma perda maior da visão.

O controle rigoroso do diabetes reduz a possibilidade de aparecimento da retinopatia. Mesmo assim, em longo prazo, a retinopatia pode se instalar. Por esse motivo, avaliações anuais com oftalmologista são fundamentais para um diagnóstico precoce e tratamento, se necessário. O que é certo, é que o mau controle da doença pode apressar o surgimento da retinopatia e agravá-la depois de instalada. Outro fator importante é o controle da pressão arterial. A hipertensão arterial, associada à retinopatia diabética, pode acelerar a evolução desta última. Além disso, o controle da hipertensão é recomendado devido a doenças cardíacas, renais e acidentes vasculares cerebrais, que podem ocorrer com maior freqüência nos diabéticos.

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