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Tétano Acidental – CID 10: A35

E uma toxi-infecção grave, não contagiosa, causada pela ação de exotoxinas produzidas pelo bacilo tetânico, as quais provocam um estado de hiperexcitabilidade do sistema nervoso central. Clinicamente, o Tétano Acidental se manifesta com febre baixa ou ausente, hipertonia muscular mantida, hiperreflexia e espasmos ou contraturas paroxísticas. Assim, o paciente apresenta dificuldade de deglutição (disfagia), contratura dos músculos masseteres (trismo e riso sardônico), do pescoço (rigidez de nuca) e da região dorsal (opistótono). A rigidez muscular e progressiva, atingindo os músculos reto-abdominais (abdome em tabua) e diafragma, levando a insuficiência respiratória, podendo evoluir com contraturas generalizadas. As crises de contraturas, geralmente, são desencadeadas por estímulos luminosos, sonoros, alterações de temperatura e manipulações do doente. Em geral, o paciente mantém-se consciente e lúcido.

A transmissão ocorre pela introdução dos Esporos em uma solução de continuidade da pele e mucosas (ferimentos superficiais ou profundos de qualquer natureza), contaminados com terra, poeira, fezes de animais ou humanas.

Clínico-epidemiológico, não dependendo de confirmação laboratorial.

O indivíduo, quando se contamina, poderá manifestar: •Contrações excessivas de alguns músculos faciais (riso sardônico)

O tratamento deve ser feito sempre em unidade hospitalar, devido à gravidade da doença, das complicações e a necessidade de uma equipe treinada para assistência. Consiste na limpeza da ferida, administração de sedativos, Imunoglobulina Humana (IGHAT) ou Soro Antitetânico (SAT), antibioticoterapia e medidas de suporte.

A forma mais eficaz de prevenção do tétano é a vacinação de toda a população com a vacina DTP (crianças abaixo de 6 anos) ou dT (a partir dos 6 anos). É importante que o esquema vacinal seja realizado com três doses e uma dose de reforço a cada dez anos a partir da última dose. A vacina está disponível, gratuitamente, nos serviços públicos de saúde. O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) também contribui evitando os ferimentos, além do cuidado adequado e correto das feridas abertas ou puntiformes.

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Psitacose – CID 10: A70

TCE – Traumatismo Crânio Encefálico – CID 10: S04.9