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Urticária – Cid 10: L50

A urticária consiste na erupção súbita, na pele, de placas vermelhas chamadas urticas. Estas são produzidas pela liberação, pelos mastócitos (células localizadas em torno dos vasos superficiais da pele), de uma substância denominada histamina. A reação, para a qual concorrem também outros produtos orgânicos (como a serotonina, as prostaglandinas e a acetilcolina), ocorre por um mecanismo imunológico ou pela agressão direta aos mastócitos por um agente causal – orgânico, externo e/ou psicogênico.

Não é transmissível

O exame físico e a história clínica do paciente têm importância vital para o diagnóstico da doença. Análises complementares – como a pesquisa de focos infecciosos ou cancerosos, hemograma e exames de urina e de fezes – também costumam ser pedidas. Testes que supõem a exclusão de inalantes, assim como dietas de eliminação temporária de alimentos suspeitos, podem ser úteis. Neste último caso, uma alternativa é fazer a dieta por duas a três semanas. Ocorrendo melhora clínica nesse período, reintroduzem-se gradualmente os alimentos a intervalos de três a quatro dias, até que se identifique precisamente qual deles é o desencadeador do problema. O médico pode, ainda, solicitar exames de sangue específicos para alergias a alimentos e fazer testes intradérmicos, que têm alguma valia no diagnóstico das causas. No entanto, vale salientar que aproximadamente 70% das urticárias são de causas desconhecidas.

Ela se caracteriza por surtos de lesões súbitas e fugazes: persistem apenas por algumas horas, surgindo em outras áreas logo a seguir. Localizadas ou generalizadas na pele, essas lesões são avermelhadas, em placas elevadas, com aspectos bizarros ou arredondadas. A coceira está sempre presente e varia de intensidade – por vezes, torna-se insuportável. Pode haver comprometimento das pálpebras e dos lábios, língua e laringe, dificultando até mesmo a respiração. Existe uma modalidade localizada de urticária, com mecanismo imunológico particular e favorecida por componente genético, chamada “angioedema de Quincke”, em que apenas uma região da face (pálpebras ou lábios, por exemplo) tem surtos de inchaço, de duração variável. O quadro de urticária pode ter caráter agudo, desaparecendo após alguns dias, ou tornar-se crônico, caso sua duração ultrapasse de quatro a seis semanas. Nesse caso, torna-se ainda mais difícil seu diagnóstico.

Em primeiro lugar, deve-se impedir o contato com o agente causal, se este for determinado. O médico também pode prescrever medicamentos antialérgicos ou, em casos mais graves, corticóides. Quando há comprometimento do trato respiratório, pode ser necessária a administração de medicamento injetável, que tem ação mais rápida (por exemplo, adrenalina, subcutânea ou intramuscular).

Evitar o contato com substâncias suspeitas é a primeira medida. Da mesma forma, convém abolir da dieta alimentos com conservantes químicos e deixar de freqüentar ambientes que exalem odores fortes.

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TOC – Transtorno Obessivo-Compulsivo – Cid 10 : F42

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